Não tem joinha | Plural
20 jul 2020 - 16h56

Não tem joinha

Buscando ser moderno (não sei se é esta a palavra correta para este contexto) transmito artigos que acho interessantes e as crônicas que escrevo em listas de transmissão do meu celular

Nas revistas e nos jornais impressos tinham – e os poucos que restaram ainda têm – a seção de cartas. Hoje é quase tudo por meio digital e praticamente foi abolida a seção de cartas, no entanto, há a seção – ou não é assim que chama? – de comentários.

No Plural, não tem espaço de comentários para as crônicas – que o médico Sílvio Miranda disse que algumas podem ser agudas –, e isto me dá a sensação que não tem ninguém lendo o que escrevo. Não, não estou pedindo consolo ou lamentando e tampouco pedindo que se abra a “seção” de comentários. É só constatação.

É a mesma constatação e sensação de quando vou a um estúdio de uma rádio, a gente falando sem saber se tem alguém ouvindo.

Novamente: não estou reclamando, até porque não sei o que tanto teria a ser comentado sobre uma crônica, mesmo que seja aguda.

Buscando ser moderno (não sei se é esta a palavra correta para este contexto) transmito artigos que acho interessantes e as crônicas que escrevo em listas de transmissão do meu celular. E recebo de volta algumas mensagens dos parcos leitores e leitoras que tenho.

São mensagens interessantes, tanto que hoje decidi, como provavelmente farei outras vezes, que não vou escrever sobre nenhuma dedicatória, vou partilhar – moderno e cristão – algumas mensagens.

Os comentários que reproduzo foram feitos após a publicação da primeira – “Dedicatórias” – crônica.

O jornalista Fernando Esteche me enviou: “Adoro crônicas. Li a sua e gostei muito. Invista seu tempo em escrever. Não sem ler muito antes. Especialmente romances. Ajudam a aprimorar a escrita. Abços”.

O Esteche gostou e aconselhou: invista em escrever e leia.

Leio, pena que leio menos do que gostaria de ler. Há leitores/as que afirmam que a leitura vem do berço. A minha veio na vida adulta. Na minha infância, em casa, só existiam os livros didáticos. Só na faculdade, por “más” influências, comecei a ler livros muitos deles proibidos pela ditadura.

O Piva, como professor, quase me deu nota e, creio, pelo comentário que fez que seria uma nota suficiente para “passar de ano” ou então para me levar ao Conselho da Escola. Creio que fui para o Conselho me explicar.

Escreveu o professor Piva: “Está bem escrita, mas o assunto “chocho” e achei muito longa. Vou sugerir que vc conte algo que chamou sua atenção quando pisou na cidade grande e com uma coisa atual”.

A Letícia Gatti, médica não deu – de início – o diagnóstico. Fez um comentário curto, como quando se tem dúvida e se prepara para acompanhar a evolução do paciente e depois ter a certeza da patologia e da possível cura.

Após examinar o paciente taxou:

“Estreou bem, Rosinha.

Tem jeito pra coisa.

Que seja a primeira de muitas.

Bj”.

De acordo com o exame com olhar médico, tenho jeito para a coisa e é bom acompanhar a evolução, depois te digo se a coisa deu certo e estarei apto ao exercício – no caso não físico – intelectual para continuar escrevendo.

Há também os que não examinaram a crônica com o olhar de professor ou de médica. Foi o caso do advogado André Passos: “Rosinha muito bom ver o seu lado cronista. gostei bastante da primeira crônica, acompanharei sempre. parabéns a você e ao Plural pela iniciativa”.

Mas como bom advogado também se comportou com cautela e não quis ir além nos seus prognósticos. Foi taxativo: “gostei bastante da primeira crônica”.

Registrei no início que o Plural, no espaço das crônicas não tem a seção mensagem e a delegada Maria Nysa, leu a crônica “Dedicatórias” e perguntou: “Como curte?

Vai direto para a página do Plural e não tem “joinha””.

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