Felippe Anibal | Crônicas

Presentes passados

Pode soar contraditório, mas vejo um certo egocentrismo em quem dá o presente. É que este sempre vai escolher o regalo de acordo com a visão que tem da pessoa a ser presenteada, não raramente tentando encaixá-la em suas perspectivas e modelos

Felippe Anibal

O falecido

Era como se as lágrimas dela não tivessem fim. Ainda tentei acalmá-la, dizendo sabe-se lá o quê. Qual nada! Não houve o que a consolasse

Felippe Anibal

A minha Malena

A frase me provocou um estardalhaço ao longo dos meses seguintes. Dei de ouvir mais tango e de pensar no gênero sob diversas perspectivas

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“Viva a morte!”

O senhor sacou uma máscara do bolso e, teatralmente, a atirou no chão. Voltou-se para mim e, como um desvairado, gritou: “Ciência?! Eu quero que a ciência se foda! Eu odeio a ciência! Odeio!”

Felippe Anibal

A poesia em suspenso

Nos trouxeram a um patamar de terra-arrasada, em que se tornou fútil, constrangedor ou supérfluo contemplar o que, em condições normais de temperatura e pressão, embeveceria qualquer um

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