8 mar 2022 - 9h30

Frota da aviação comercial brasileira é uma das mais jovens do mundo

As três principais companhias aéreas do país têm aviões com média de idade inferior às americanas

Da próxima vez que você viajar de avião por uma companhia aérea brasileira, muito possivelmente estará voando em um equipamento relativamente novo. Isso porque, ao contrário do que se imaginaria normalmente, o Brasil tem uma das frotas mais jovens do mundo na aviação comercial.

Entre as três maiores companhias brasileiras, a Azul é a que tem os aviões mais novos, com uma frota com idade média de 7,2 anos. Na sequência vem a Latam com 10,4 anos. E por fim a Gol com uma média de 10,6 anos.

E a tendência, aliás, é que a juventude se intensifique, especialmente na Azul e na Gol, com a substituição de geração dos E-Jets da Embraer e com a troca dos Boeing 737 NG pelo MAX, respectivamente. A Latam também segue recebendo novos aviões, mas em menor escala.

Quando é feita a comparação com companhias aéreas estrangeiras, fica nítido que o Brasil está bem posicionado nesse quesito. As americanas, por exemplo, têm frotas mais antigas, especialmente a United Airlines, com 16,7 anos de média. A Delta aparece com 14,3 anos e a American Airlines com 11,9 anos.

Em relação às empresas europeias, a situação não é tão diferente. Com frotas mais antigas estão Air France (14,4 anos), British Airways (13,3) e Lufthansa (12,1). Na média brasileira estão Iberia (9,2 anos) e TAP (8,2). Todos os dados são do Planespotters.net.

Mas por que o Brasil tem uma frota de aviões tão jovem na aviação comercial?

A resposta pode soar um pouco contraditória, mas isso ocorre porque é mais barato ter aviões mais novos. Sim, os aviões mais novos são mais caros para adquirir ou alugar das empresas de leasing. Então como pode acabar sendo mais barato?

É que no Brasil, sabemos, a lógica nem sempre prevalece. Isso porque há um fator determinante para os custos das companhias aéreas brasileiras, que é o combustível, no caso o querosene de aviação, o QAV. Só ele representa quase metade dos gastos das empresas brasileiras. E com o dólar em patamares altos, o combustível se torna um grande vilão.

E aí que os aviões mais novos entram e fazem a diferença. É que eles são mais modernos e, portanto, mais econômicos. Com isso, o custo geral com combustível cai significativamente com a operação de uma frota mais jovem. Ou seja, vale mais a pena pagar mais caro por aviões novos do que operar aviões mais baratos, porém menos econômicos.

Mesmo que seja por motivos meramente financeiros, os passageiros brasileiros acabam se beneficiando e voando em aeronaves mais novas. Isso, vale deixar claro, não significa necessariamente mais segurança. Os benefícios ficam no conforto e na sensação realmente de estar em uma máquina nova.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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