30 nov 2021 - 8h00

Aeroporto Afonso Pena ainda está longe dos níveis pré-pandemia

Apesar de recuperação em relação ao ano passado, principal aeroporto do Paraná tem hoje 61% da malha de rotas que tinha no fim de 2019

O aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, está 39% menor. Isso levando em conta a quantidade de voos regulares que tinha na comparação entre dezembro de 2019, antes da pandemia da Covid-19, e dezembro de 2021.

Na primeira segunda-feira de dezembro de 2019, decolaram 106 aviões do Afonso Pena cumprindo voos de passageiros para sete companhias aéreas diferentes. Para o dia 6 de dezembro deste ano, estão planejadas 65 decolagens de quatro empresas.

Essa realidade contraria as projeções que as companhias aéreas haviam feito no início de 2021, de que a malha doméstica no fim deste ano estaria muito próxima ao nível pré-pandemia.

Algumas questões podem explicar o impacto da pandemia sobre o transporte aéreo em Curitiba. O programa Voe Paraná, que era operado pela Two Flex em parceria com a Gol, foi suspenso. Os voos internacionais para Buenos Aires ainda não foram retomados. O principal ponto, porém, é o turismo de negócios. A capital paranaense sempre foi um bom destino nesse filão e, ao contrário do turismo de lazer, o de negócios ainda está bem longe de se recuperar.

De qualquer maneira, é nítido o crescimento em relação ao ano passado. Com o avanço da vacinação e a melhoria nos índices da Covid-19 no país, as companhias aéreas retomaram dezenas de rotas e até mesmo criaram outras. Nesse aspecto, o Afonso Pena vai registrar um aumento de 55% na comparação com 2020.

No fim do ano passado, foram 42 decolagens de três companhias diferentes para 12 destinos. Agora estão programadas 65 decolagens de quatro empresas para 16 aeroportos diferentes.

A tendência é que haja um aumento na oferta de voos no Afonso Pena nos próximos meses, especialmente da Latam, a que mais reduziu voos ao longo da pandemia. A companhia já retomou vários voos (agora são 17 em média por dia, contra 27 em 2019) e vai intensificar algumas rotas, especialmente para Brasília, Guarulhos e Rio de Janeiro (Santos Dumont).

Se os índices da Covid-19 continuarem melhorando e o impacto da nova variante ômicron não for tão forte no país, é possível que o Afonso Pena tenha ao fim de 2022 a mesma quantidade, ou até mais, de voos em relação aos níveis pré-pandemia. E isso vai depender também da CCR, que terá a partir do ano que vem a administração total do aeroporto e que certamente vai trabalhar para atrair mais voos, como já falei aqui anteriormente.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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