VDM em imagens: 10 casos polêmicos | Plural
18 abr 2019 - 10h41

VDM em imagens: 10 casos polêmicos

Melina Santos seleciona dez imagens que desafiam o bom senso: ninguém viu que algo estava errado?

  1. Um esgoto, um emoji ou alguém vomitando?

Virou meme e trending topic nos últimos dias, mas segundo reportagem do UOL, o logo da concessionária que administra a visitação ao Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1999.

2. Não dá pra desler

Essa também deu o que falar nas últimas semanas: com a maior boa intenção do mundo (quero crer), uma igreja virou piada nacional por conta dessa imagem. Sim, era pra você ler Teu Céu. Mas…

3. O banheiro transparente

Nunca consegui entender como engenheiro, vidraceiro, pedreiro, fiscal de obra… NINGUÉM avisou que tinha algo muito errado com esse projeto, que num prédio caríssimo inteirinho envidraçado tinha um banheiro – sim, com vaso sanitário e tudo – totalmente transparente.

Mas não se preocupe, isso foi há 6 anos e o “probleminha” já foi corrigido.

4. “Se prepara Brasil”

Esse exemplo pode entrar como uma infeliz coincidência, mas ficou muito feio. Se você sabe como funciona a diagramação de uma publicação impressa, sabe que muitas vezes as páginas não são montadas na sequência direta. Pode não ser culpa do anunciante nem do jornal, mas eu não consigo lembrar de outra coisa que não seja: “se prepara Brasil”.

Caso parecido com esse aqui, mas que em tese deveria ter passado pela revisão de alguém:

5. Não abra a porta  

Eu simplesmente adoro esse exemplo, porque mostra que algumas ações são bem legais na teoria, mas não são suficientemente planejadas pra considerar “detalhes” nem tão insignificantes. O que nos leva à mesma pergunta: ninguém reparou?

6. Não viaje de avião

Eu MORRO de dó: a ideia era colocar pra rodar uma campanha que estimulasse as pessoas a viajarem de avião. Mas como, se ele está caindo na propaganda?

7. Racismo ou diversidade?

Em 2017, a Dove foi a público se desculpar pela campanha que gerou muita polêmica ao ser interpretada como um “branqueamento” das modelos. Antes do sabonete, uma mulher negra. Depois, uma ruiva de pele bem clarinha como se tivesse ficado mais “limpinha”.

A marca alegou que tudo não passava de um mal entendido, mas não foi a primeira vez: em 2011, outro antes e depois envolvendo imagens de mulheres negras e brancas. Em 2015, um sabonete iluminador para peles morenas.

8. “Parabéns”

Falta de memória ou excesso de oportunismo? A Adidas enviou um e-mail com ofertas de produtos esportivos e escolheu um título muito infeliz pra chamar a atenção de sua base de dados: “Parabéns, você sobreviveu à Maratona de Boston”.

Até poderia ser ok, um gancho de marketing, fora de contexto. Mas não é difícil lembrar que, quatro anos antes, um atentado à bomba havia matado três pessoas na mesma prova. A marca também precisou pedir desculpas publicamente, mas pegou muito mal.

9. Casagrande e senzala

O ano é 2019. A diretora de uma das revistas de moda mais famosas do país faz uma festa de aniversário na Bahia e posta no Instagram essa imagem em que ela parece uma sinhá, rodeada de mulheres negras, que também parecem fantasiadas de escravas. A foto foi apagada, ela disse que foi mal interpretada e pediu perdão pela confusão. Donata Meirelles é esposa de Nizan Guanaes, um dos mais famosos publicitários brasileiros, cuja agência se chama Africa.

Mas será possível que nenhuma pessoa passou e disse: miga, vai dar ruim?

Poucos dias depois, ela acabou pedindo demissão da Vogue Brasil.

10. Mais uma homenagem “daquelas”

Da high society ao supermercado do interior:

Em Ponta Grossa, também em fevereiro deste ano, uma ação de marketing de ponto de venda teoricamente rotineira – e, quero acreditar,  até um pouco ingênua – virou notícia nacional e provocou protestos de movimentos negros locais por causa de uma promoção de vassouras ilustrada com uma mulher negra, de cabelos crespos.

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Mais uma vez, o ano é 2019. Alguns desses casos só repercutiram por conta do barulho causado nas redes sociais.

Não é que o mundo esteja ficando mais chato. O incômodo sempre existiu, a piada sempre esteve lá, a “coincidência” já chamava atenção. Só que o volume disso tudo ficou mais alto. Então, o cuidado também precisa ser maior.

A gente precisa dizer: vai dar merda. Antes que dê e fique caro pra tentar consertar.

Colaboração especial na pesquisa: Brenda Iung

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