7 dicas pra fugir das armadilhas do marketing digital | Plural
1 ago 2019 - 23h30

7 dicas pra fugir das armadilhas do marketing digital

Tem muita picaretagem por aí. Mas tem jeito de escapar das ciladas digitais

A expressão {marketing digital} está bem na moda. Todo mundo quer, todo mundo ouviu falar que não pode ficar de fora, todo mundo está interessado em saber os segredos.

E, como toda moda, tem seus resultados positivos (ou nem estaria bombando), mas também tem sim – E MUITA – picaretagem. 

Toda semana, alguém me conta alguma história absurda envolvendo este assunto. 

Então, esse humilde texto se propõe a dar dicas simples de como fugir das ciladas e até mesmo de futuras merdas. 

  1. Não compre nem aceite ofertas de compra de likes

Por duas razões muito simples: primeiro, que não pode. 

Segundo, que não faz o menor sentido. Ao comprar seguidores, você “suja” a sua base com pessoas que não tem nada a ver com o público do seu produto ou serviço, apenas pelo número. Isso sem contar que a maioria é robô.

Ou seja, vai enganar quem?

2. Fique de olho nas promessas 

Seguindo a mesma lógica, ninguém pode prometer resultados absurdos em cima de algo que não pode controlar. Eu sempre costumo dizer que trabalhar com mídias sociais é um jogo em que nem o campo é seu, nem a bola é sua. O que significa: eu posso prometer trabalho duro e muito estudo pra entender seu público e o que as plataformas buscam para usá-las da melhor maneira pra criar relacionamento com ele. Os números de alcance, engajamento, vendas, fidelidade… são consequência desse trabalho. E eles mudam, o tempo todo. Se o seu foco está neles, está no lugar errado.

3. Não existe receita de bolo

É como assistir à série Nailed It (Mandou Bem), na Netflix. 

Desconfie das propostas com fórmulas mágicas que “funcionam” pra absolutamente todo tipo de negócio, público, segmento, região… 

(Eu dou três passos pra trás quando ouço esse papo.)

Claro que há técnicas, teorias, experimentos, linhas de raciocínio que podem ser testadas a partir de um case que deu certo. Mas essa conversa de criar uma expectativa de que “é só seguir esses 5 passos e você vai ficar milionário como eu fiquei” não cola. E nem funciona, né? (ou teríamos muito mais pessoas riquíssimas na Internet por aí). 

4. Não existe trabalho sério sem mensuração

Assim como você deve desconfiar de quem faz promessas mirabolantes, não aceite serviço que rode na Internet sem saber exatamente quais são os seus próprios números. Quem é seu público? Onde foi gasto seu dinheiro? Quais os resultados até aqui? Que conteúdos funcionaram melhor que outros?

Por mais absurdo que pareça, eu já vi gente prometendo serviço de marketing digital com um pacote mais barato sem direito a relatórios. É como ficar tateando no escuro tendo um caminho iluminado bem à sua frente. Não tem cabimento.

Analisar os dados e entender o que os números têm a nos dizer faz toda a diferença. 

5. Tenha paciência

Lembra que não tem milagre né? Um bom trabalho no digital se constrói no dia a dia, post a post, como aquelas esculturas imensas formadas por pequenas pecinhas de Lego. Leva tempo, esforço e uma boa dose de erros e acertos.  

6. Ninguém pode vender um viral genuíno

Se na proposta, alguma empresa/guru disser que pode garantir que determinado conteúdo vai viralizar, acenda sua luz amarela. A menos que se coloque muita grana (como foi o caso da Bettina) ou trapaceie com robôs, um bom conteúdo pode ser planejado e ter um bom potencial de ser popular. Mas a chance de uma promessa como essa ser uma furada é grande. Muitos fatores contribuem pra que um meme, uma boa sacada, caia nas graças da Internet. A maioria deles, de novo, não está no nosso controle. 

7. Cuidado com pacotes de posts genéricos

Selo Bino de Cilada: se aquela postagem é tão sem conexão com o seu negócio ou o perfil do seu público que poderia ser usada por qualquer outra marca desde que trocado o logo da imagem, fuja. Você está jogando dinheiro fora.

Post com foto de banco de imagens gringo e escrito Feliz Dia dos Pais não diz nada pra ninguém. Não cria conexão. Não gera conversa. Não vai ser lembrado. Não vai funcionar sequer como homenagem porque na timeline do seu cliente tem outras dez iguaizinhas, pelo menos.

Busque autenticidade. Entenda por que você vai fazer aquela postagem, aonde você quer chegar com ela e o que diferencia o que você tem a dizer de todo o resto do feed. 

A concorrência por atenção na Internet é cada vez maior.

Na mídia social, não dá pra todo mundo ficar gritando pra ver quem grita mais alto.  Sem estratégia, sem rumo, sem personalização. Pra nós reles mortais (e uns 90% dos produtores de conteúdo), não dá nem pra disputar espaço no leilão com quem gasta milhares de reais pra patrocinar um único post.

Mas dá pra quebrar a cabeça pra transformar aquela conversa em singular. Especial. E aí, pode acreditar, o resultado vem.

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