6 nov 2021 - 8h00

Paul McCartney em 3,2,1…

Dividida em seis capítulos, o documentário mostra o ex-beatle e o produtor musical Rick Rubin em um bate-papo dentro de um estúdio, analisando músicas de épocas diferentes, tanto na fase beatle, quanto na fase solo

Caso a pessoa não tenha sido abduzida por alguma nave alienígena nos últimos 50 anos, certamente conhece uma das bandas mais famosas da história da música: os Beatles. Os quatro rapazes de Liverpool foram responsáveis por muito mais do que influenciar toda uma geração, eles desenharam o showbiz e o pop/rock. Eles praticamente iniciam a era dos shows de arena e criaram músicas que definiram gêneros que perduram até hoje.

Bom, percebe-se claramente que temos aqui neste escritor um fã. E para o meu deleite, e dos que compartilham também o mesmo prazer, está disponível no Star+ a série documental McCartney 3,2,1. Dividida em seis capítulos, o documentário mostra o ex-beatle e o produtor musical Rick Rubin em um bate-papo dentro de um estúdio, analisando músicas de épocas diferentes, tanto na fase beatle, quanto na fase solo. Com imagens em preto e branco, temos uma estética visual bem interessante e mais intimista.

Mesmo para quem não é fã dos Beatles, o que achei mais interessante foi mostrarem o processo da construção de uma música. Nas audições que eles fazem, alguns instrumentos são tocados isoladamente, o que ajuda a compreender as camadas que se sobrepõem, criando a paisagem sonora de uma canção, com instrumentos e vocais que são gravados e sobrepostos, no processo conhecido como overdubbing. Vemos um McCartney oscilando entre momentos mais empolgados e outros mais entediado, como se não conseguisse mais conversar sobre o assunto. Mas Rubin é muito habilidoso na condução da conversa e não deixa a peteca cair. E o material acabar perdendo fôlego.

Paul McCartney nos mostra sua visão sobre a criação e construção de uma canção de forma bem didática, uma bela demonstração do beatle que muito se dedicou a aprender o oficio da produção musical. McCartney teve como mestre o maestro e arranjador George Martin, que foi considerado como o quinto beatle. McCartney 3,2,1 é uma boa pedida para todos aqueles que não apenas curtem os rapazes de Liverpool, mas para todos que amam a música e o que ela é capaz de fazer conosco!

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