Socorro urgente e responsável ao setor de eventos | Jornal Plural
21 jul 2021 - 8h00

Socorro urgente e responsável ao setor de eventos

Retomada segura é alternativa para atender empresários que estão há um ano e meio completamente parados. São 12 mil desempregados só em Curitiba

Aquele casamento tão desejado acabou adiado. A menina de 15 anos já está quase fazendo 17 e a festa de debutante se foi. O aniversário de um aninho do bebê ficou mesmo entre a mãe, o pai e a família em videochamada. Aquela formatura programada após anos de estudo foi apenas virtual mesmo.

São diversas as perdas causadas pela Covid. Tantos sonhos, festas e celebrações suspensos ou abandonados são a ponta de uma pirâmide com prejuízos, demissões, falências e desalento. 

Nenhum setor sofreu tanto com as medidas de restrição e isolamento como o de eventos. Segmento cuja essência é a tão preocupante aglomeração em tempos de coronavírus.

Muitos que tentam resistir vivem a angústia de ver economias de uma vida acabar na tentativa de manter um negócio.

No meio de todos os cálculos de desespero que a pandemia nos obrigou a fazer, está a cruel decisão de fechar as portas e demitir.

Uma pesquisa feita pelo IBGE aponta que 716 mil empresas fecharam as portas no Brasil desde o início da pandemia. Apenas no setor de eventos, o prejuízo estimado é de R$ 270 bilhões. Só aqui em Curitiba, são 12 mil desempregados.

Estamos falando de organizadores, fornecedores, garçons, equipe de segurança, músicos, cerimonialistas, empresas de limpeza, fotógrafos, cinegrafistas, empresas de buffets, técnico de som, decoradores, animadores e muitos outros. Uma lista imensa de profissionais que perderam suas funções.

A crise do entretenimento na pandemia trouxe, além de prejuízos, uma constatação muito repetida por estes empresários: falta de representatividade e silêncio da administração pública.

Observando o sofrimento do setor e a inércia na busca de soluções que possam amenizar tantos danos, apresentei um projeto de lei na Câmara dos Vereadores com protocolos sanitários para eventos teste na capital.

A proposta é abrir espaço para que as empresas consigam retomar suas atividades de forma responsável e segura, sem comprometer tantos esforços adotados pela área da saúde.

Importante integrar o setor público ao privado no processo de enfrentamento não somente da Covid, mas da falta de perspectiva destes trabalhadores.

Dois pontos principais traçam as estratégias de cuidado com a saúde dos participantes: testagem e lista de presença.

As empresas organizadoras dos eventos podem promover a testagem dos participantes, antes de entrar no local.

A outra regra é a rastreabilidade, que será administrada por meio da lista de presença, o que vai garantir o monitoramento posterior.

Por isso, deve ser exigida uma relação completa dos participantes com nome e endereço para eventual acompanhamento de contágio posterior, com apresentação de um exame se necessário, em até cinco dias. A lotação vai seguir os critérios estabelecidos pelo município.

Acredito que os protocolos de eventos teste devem definir a retomada gradual do setor, que não tem mais fôlego para esperar.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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