23 dez 2021 - 9h47

O que o caso do menino Henry nos ensina?

Trata-se de mais um caso de violência contra a criança e obviamente, causa repercussão no cenário nacional e desperta o interesse da população sobre o assunto

Henry Borel, esse era o nome do menino de quatro anos que foi morto no apartamento em que morava com a mãe e o padrasto no Rio de Janeiro.  O Instituto Médico-Legal apurou e constatou que ele morreu com mais de 20 lesões graves no corpo.

Trata-se de mais um caso de violência contra a criança e obviamente, causa repercussão no cenário nacional e desperta o interesse da população sobre o assunto. Mas o que esse caso nos ensina?

Que a cada dia precisamos de ferramentas de proteção à nossas crianças e adolescentes, fornecendo um método prático, eficiente e de custo zero para que nossos pequenos, vítimas de sequestro ou roubos, possam pedir socorro de modo discreto em lugares movimentados.

Juliana Martins Monteiro, médica pediatra e coordenadora do Grupo de Atendimento à Violência Infantojuvenil do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP aponta que os casos de agressões a crianças e adolescentes cresceu durante o período pandêmico.

Com isso, queremos instituir no município de Curitiba o Programa Infância à Salvo, como medida de prevenção contra sequestro ou roubo de crianças.

Através de um código/sinal como forma de pedido de socorro e ajuda, pelo qual a criança ou adolescente pode usar o sinal levantando a mão com a palma voltada para outra pessoa, encostando o polegar na palma da mão e dobrando os dedos sobre o polegar.

Acreditamos que o sinal é de fácil execução pelas crianças e compreensão por qualquer pessoa que ao identificar o pedido de socorro, pode buscar ajuda pelo número 190 (Emergência – Polícia Militar) ou 153 (Emergência – Guarda Municipal) ou 100 (Denunciar violação de direitos humanos).

Quando o pedido de socorro for identificado por alguma autoridade policial ou guarda municipal, estes poderão proceder com a abordagem da criança e/ou adolescente e os respectivos acompanhantes, encaminhando-os às autoridades competentes e acionando o Conselho Tutelar.

Quero mudar a situação de crianças e adolescentes do nosso país para ajudar a construir um futuro melhor. Venha comigo nessa missão, compartilhe com o máximo de pessoas que puder!

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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