6 jan 2022 - 18h02

O começo de uma nova política

Neste primeiro ano participando da vida pública, percebi na prática os desafios que quem quer mudar a forma tradicional de fazer política enfrenta

A conclusão do primeiro ano de mandato é sempre uma oportunidade para avaliar o trabalho desenvolvido, conferir metas e projetar desafios para a nova temporada que chega.

Esta foi a primeira etapa de um novo ciclo que mudou a minha vida. E mais que isso, tenho certeza que começamos uma nova forma de fazer política!

Sair da indignação para ação muitas vezes exige uma correção de rota brusca. Abrir mão de uma carreira de auditoria em uma multinacional para participar mais ativamente da política pode parecer um movimento arriscado para quem vê de fora. Mas para mim foi uma decisão segura e convicta de alguém que quer construir um país melhor para meu filho e para as futuras gerações.

Neste primeiro ano participando da vida pública, percebi na prática os desafios que quem quer mudar a forma tradicional de fazer política enfrenta.

Algumas coisas levam tempo e têm grande resistência para mudança, mas é justamente por isso que assumimos este desafio. Além da capacidade técnica,  sabemos que a transformação na política exige coragem e disposição.

Em 2021, defendi os valores e as ideias que me levaram até a Câmara de Curitiba e busquei ações que de fato possam melhorar a vida do curitibano.

Em um ano de pandemia, em que muitas vezes as áreas da saúde e da economia entravam em rota de colisão, nem sempre foi simples escolher o melhor caminho.

Com uma equipe qualificada e muito dedicada, avançamos e conseguimos importantes conquistas nas pautas centrais que defendemos, como fiscalização, transparência, inovação e empreendedorismo.

Vimos que ações do mandato estão conectadas com problemas históricos que a cidade atravessa. Durante nosso trabalho de fiscalização da Linha Verde, por exemplo, a prefeitura anunciou a rescisão do contrato com o consórcio responsável por obras em um trecho do projeto. Poucos meses antes do rompimento, tínhamos feito um questionamento formal ao Poder Executivo na mesma direção: verificar a real capacidade de as empresas responsáveis cumprirem o cronograma, já que a obra estava sendo feita com muito atraso em relação ao planejado.

Também percebemos a importância de dar o exemplo: não somos exceção no combate a privilégios e benefícios na Câmara. Ao longo do ano, tivemos a companhia de mais vereadores que montaram gabinetes enxutos e econômicos. 

A Mesa Executiva da Câmara também adotou uma visão mais moderna e eficiente, e reconhece a importância de respeitar o dinheiro do pagador de impostos. Entre outras ações, colocou fim à cota selo e recusou benefícios. Uma medida que vai poupar milhões  do orçamento municipal. Neste ano, a Câmara devolveu R$ 25 milhões à prefeitura, para ser gasto em saúde, educação e segurança para a população.

Quando vemos o início da mudança na prática, percebemos que estamos no caminho certo. Não queremos o monopólio da transformação. Pelo contrário: queremos mudar a  política pelo exemplo, demonstrando que é possível fazer mais com menos. E queremos que cada vez mais vereadores também adotem essas práticas.

Mais do que resultados, 2021 foi um ano de semear. Temos a certeza que os próximos anos renderão bons frutos – justamente porque acreditamos na importância de pensar a longo prazo, com o planejamento técnico de um estrategista, sem esquecer da paciência que a boa colheita exige. 

Agora já estamos executando o planejamento para 2022. Com a mesma empolgação do início de 2021, mas também com a confiança que o caminho para a transformação na política começou a ser pavimentado.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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