18 ago 2021 - 8h00

A educação de qualidade é o caminho mais rápido e certeiro para reduzir a pobreza!

Por entender a importância desse tema é que eu luto todos os dias pela melhoria na educação da nossa cidade

Depois de 1 ano e meio de escolas fechadas, finalmente as aulas presenciais estão voltando na capital paranaense. E a despeito de todo esforço feito pela Secretaria da Educação, desenvolvendo atividades de maneira remota em um esforço louvável que reconheço e parabenizo, a verdade é que muitas crianças não se adaptaram a esse modelo de ensino. O nível de aprendizagem caiu!

Estudo recente feito pelo INSPER, em parceria com o Instituto Unibanco, e conduzido pelo renomado economista Ricardo Paes de Barros, intitulado “Perdas de Aprendizagem na Pandemia”, revela resultados assustadores: a absorção de conteúdo caiu pela metade onde o modelo remoto foi adotado, que é o caso de Curitiba. A perda na aprendizagem das nossas crianças pode condenar uma geração inteira a não conseguir vencer a pobreza!

Esta é apenas uma das nefastas consequências que essa pandemia está trazendo para nossas crianças. Já nos próximos meses, outro desafio deve nos afrontar: o abandono e a evasão escolar. Vários são os fatores que levam uma criança ou adolescente a desistirem da escola: estrutura familiar; questões econômicas (agravada com a perda de renda por diversas famílias durante a pandemia); gravidez na adolescência; dificuldade e falta de transporte; falta de interesse nas aulas (que pode ser ocasionada por diferentes fatores, desde problemas oftalmológicos, até falta de compreensão do que está sendo ensinado). Pelo menos, dois destes fatores foram severamente agravados com a pandemia e devem influenciar no aumento de casos de abandono e evasão escolar. Se a criança precisa ajudar financeiramente em casa, ou se ela não está acompanhando satisfatoriamente o que está sendo ensinado, as chances de desistência aumentam consideravelmente!

Segundo estudos da UNICEF, corremos o risco de retroceder em 20 anos o acesso à educação em nosso país. Uma perda inestimável para nossas crianças!

Pensando nisso, protocolei em parceria com a vereadora Indiara Barbosa um projeto de lei que visa criar princípios, diretrizes e objetivos para combatermos com seriedade esse problema que vamos enfrentar. Este projeto de lei é a ferramenta mais poderosa que dispomos neste momento para colaborar no esforço de redução e prevenção da evasão escolar.

Mas não é a única. Apresentei, também, uma solicitação formal à prefeitura para que faça a adesão ao Programa de Busca Ativa Escolar da UNICEF. Esta é uma ferramenta gratuita disponibilizada para os estados e municípios, que tem ainda o benefício de acesso a materiais específicos, treinamento com os servidores e troca de conhecimento com especialistas para que a busca pelas crianças e adolescentes seja feita de maneira a reduzir o número de abandono (quando o aluno desiste de estudar em um ano, mas retorna ao sistema no ano seguinte) e reduzir a evasão (quando o aluno sai definitivamente do sistema escolar).

Seguimos firmes pensando em políticas públicas que possam melhorar de verdade a vida das pessoas! E estou cada dia mais convencida da importância de dedicarmos nossa atenção para pensarmos maneiras de aperfeiçoar a educação oferecida para nossas crianças, para redução da pobreza, aumento de oportunidades e um país melhor!

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

5 comentários sobre “A educação de qualidade é o caminho mais rápido e certeiro para reduzir a pobreza!

  1. Parabens Amália, a nossa vereadora!
    Educação é essencial e deve ser a prioridade número 01 do país, do municipio, dos pais e de qualquer cidadão que queira um Brasil melhor.

  2. Amália acerta quando diz que uma boa educação é o caminho mais curto e rápido para reduzir desigualdades, pobreza etc.
    E precisa de um novo PL para implementar princípios, diretrizes e objetivos? Imagino que a Sec.da Educação já tenha isso. Será que está falhando em aplicá-los? O artigo poderia ter deixado isso mais claro. (Erison)

  3. Projetos e projetos para a educação, mas a verdade é que economia fraca, maior número de pessoas em situação de pobreza, nunca farão os números da educação mudarem da forma ideal. Se preocupem com projetos que mudem a qualidade de vida das pessoas + uma escola totalmente diferente do que estamos acostumados, e isso sim trará resultados mais plausíveis. Busca ativa não enche barriga é muito menos escola, continuamos dando murro em ponta de faca infelizmente.

  4. Cara Amália, a pandemia está antecipando o que iria mudar em 3 ou 5 anos. Assim como deu início à Era da Saúde passando a canalizar verbas inéditas para pesquisa e atividades na área médica, a pandemia traz uma oportunidade para reformular drasticamente um sistema educacional de baixíssima eficiência para o mundo em que vivíamos e um desastre para o mundo em que estamos adentrando.
    Não será uma questão de aumentar verbas para contratar mais professores e elevar salários, pois o efeito seria nulo já que o sistema existente não cumpre o seu papel de preparar o jovem para o futuro.
    Ao contrário, vejo as escolas do ensino fundamental e médio (sim, há exceção que apenas justificam a regra) dominadas por mentalidade saudosista e ideológica onde a quantidade é mais importante que a qualidade.
    Tenho muita fica e resiliência para a longa, dura e necessária batalha que irá enfrentar.
    Desejo muito sucesso em sua empreitada.

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