Um Lugar: Lisboa e Porto | Jornal Plural
27 ago 2019 - 22h08

Um Lugar: Lisboa e Porto

Dicas de como aproveitar melhor as cidades que estão virando xodós dos brasileiros

Portugal é tudo que você ouviu falar de bom, e ainda mais. Então, aqui vai a segunda parte da coluna; mais um pouco sobre Lisboa e a cidade de Porto.

Visitamos o Oceanário de Lisboa e eu recomendo MUITO. Fica um pouquinho longe; nós fomos de carro, que havíamos alugado um dia antes, para a nossa viagem para Porto. De Uber não é caro; na Internet, tem passeios que incluem transporte e ingresso.

Dessa vez, eu fui na minha cadeira de rodas. Depois do estacionamento – achar vaga perto do Oceanário foi impossível – enfrentamos um caminho de pedregulhos, pedras, e até umas calçadas novas, porém zero acessibilidade. Chegando na bilheteria, o que vimos? Um estacionamento com vagas especiais e cadeirantes, e uma rota acessível para chegar na bilheteria. Isso que um guarda tinha dito para nós que não tinha nada disso…

Fomos direto ver a exposição permanente. E é fenomenal! O espaço é gigantesco. Todos os oceanos estão representados: temperatura, vegetação, clima, aves, peixes, tudo. É deslumbrante.

Todo o arredor do prédio é maravilhoso. Tem jardins, esculturas, uma instalação onde as pessoas podem “tomar um banho”. 

Tem ainda uma loja, com vários produtos temáticos – igual às lojas de museus – e uma área de alimentação, onde se serve lanches, café, sucos, refeições, pratos à base de bacalhau – e, lógico, pastéis de Belém.

Também pegamos um ônibus “sightseeing”, que sai na Praça do Comércio. A praça é um lugar bacana de visitar. Além de vários restaurantes, é o local de onde saíam as caravelas. As construções em volta da praça, lindas, foram erguidas depois de um terremoto – na verdade, um tsunami – que destruiu boa parte de Lisboa. Foi aí que o Marquês de Pombal reergueu a cidade e bolou um tipo de construção que é à prova de terremotos. 

Passeio de barco, opção para conhecer a cidade. Foto: Bia Moraes.

Eu não recomendo fazer o passeio de ônibus. Tem um áudio em português que mal se entendia. Em inglês, também é horroroso. Espanhol, pior ainda. Depois, o áudio não “casava” com o passeio. E a guia, se limitou a falar sobre cinco atrações, das bem óbvias – Aqui a Torre de Beléeeeeem!

DICA NÚMERO 1: Em vez de ônibus, vale muito mais a pena contratar um tuk-tuk. O condutor vai te falando as atrações históricas, conta várias histórias, responde o que você quiser perguntar. É mais caro, mas você pode definir o tempo, aonde vai, etc. Você pode pegar um na Praça da Figueira.

Ainda em Lisboa. Tomamos o bonde 28, que é famoso pelo circuito que faz, passando em vários pontos turísticos da cidade. É uma delícia, recomendo. Além do mais, você anda junto com os locais – vimos várias senhorinhas beeeem portuguesinhas.

Confeitaria Nacional, a mais antiga da cidade. Fotos: Bia Moraes.

Descemos na praça da Figueira e fomos na Confeitaria Nacional. Dizem que é a mais antiga em funcionamento em Lisboa. O lugar é incrível. Escada, pintura na parede, espelhos de cristal, piso, tudo de época. Cheio de gente, a maioria locais – mas fomos bem atendidos.

Porto

Porto é uma cidade maravilhosa. Tem muita gente que diz que prefere Porto a Lisboa (meu caso). O Rio Douro está ali, bem à vista. O Centro Histórico é reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial. A comida é tão boa como na capital. E é menor que Lisboa.

Ah, e na época romana o nome da cidade era Cale, ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal.

Praça no Porto: cidade agradável e histórica. Foto: Bia Moraes.

A primeira coisa que se vê em Porto é a Torre dos Clérigos, construída em 1763. É enorme e compreende também a Igreja dos Clérigos e a Casa da Irmandade, que liga a igreja e a torre. Projetado pelo arquiteto Nicolau Nasoni, o conjunto é em estilo tardo-barroco, com fachadas onduladas, saliências, sacadas e reentrâncias, arcos interrompidos e várias  janelas.

Torre dos Clérigos: dois séculos e meio de história. Foto: Bia Moraes.

Nós fomos também na praça em frente à Universidade. É linda e não tem turistas. Tem esculturas e umas árvores incríveis. E, em frente ao Museu da Fotografia, uma escultura também chama atenção: 

Passeamos pelo Cais da Ribeira, cheio de restaurantes de todo tipo, preço e tamanho. Só passear por ali, num fim de tarde, é uma delícia. Dali se pegam os barcos que fazem passeio pelo Rio Douro.

DICA NÚMERO DOIS: Faça o passeio das Sete Pontes. Dura 50 minutos e é maravilhoso. Tem várias empresas que fazem, só chegar ali e escolher. 

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