Só faltou ela, a neve... | Jornal Plural
Clube Kotter
21 maio 2019 - 7h00

Só faltou ela, a neve…

Basta esfriar um pouco e os curitibanos torcem para reviver a neve de 1975

Frio, chuva, garoa, ventos de arrancar o chapéu e desmontar guarda-chuva. Não necessariamente nessa ordem. Alguma novidade em se tratando de Curitiba, que, aliás, na sexta-feira (17) registrou a tarde mais fria do ano? Conforme o Simepar, a temperatura não passou de 15ºC, com sensação térmica de 9ºC.

Nada de novo – quanto aos comentários. O mais previsível deles:

– Só falta nevar…

Mas, em se tratando de neve, houve quem voltasse ao passado, mais precisamente ao dia 17 de julho de 1975. Um dia para não esquecer. Até porque entrou para a história a manchete do jornal O Estado do ParanáCuritiba branca de neve.

Há que se destacar que o autor da grande sacada foi o jornalista Mussa José Assis, que, aliás, estava na praia quando soube da notícia, pelo rádio. Como grande jornalista que foi, tratou de voltar para Curitiba. E, como comentaria mais tarde, com os colegas de redação, na subida da serra ficou matutando como seria o título para a manchete de primeira página. Chegando ao jornal, que já tinha sede nas Mercês, dedilhou na máquina de escrever e entrou para a história. Juntamente com a neve. Até então, Curitiba só tinha oferecido tal espetáculo em 1928. E muita gente ficou sabendo que neve consiste na precipitação de flocos formados por cristais de gelo. Com intensidade leve, moderada ou forte. Como explicaram os entendidos no assunto, cada floco de neve é formado por água congelada em forma cristalina. Com capacidade de refletir a luz, adquire aparência translúcida e coloração branca.

Já quando se trata de granizo, não é motivo de festa aqui por nossas bandas. O fenômeno é caracterizado pela precipitação de água no estado sólido, ou seja, em forma de gelo. Essas partículas são transparentes ou translúcidas e apresentam tamanhos e pesos variados.

Pra encerrar: há quem tenha comentado, quando da “Curitiba branca de neve”:

– Tem gente que canta de galo em muitos lugares, mas terra de macho mesmo é aqui em Curitiba. Pra aguentar chuva, frio, neve, ventania, granizo e outras tantas traquinagens de São Pedro…

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