Haja drone e leite condensado | Jornal Plural
22 abr 2020 - 17h24

Haja drone e leite condensado

Equipamento é usado para dispersar aglomerações em locais públicos no Rio de Janeiro

Segundo matéria de Akemi Nitahara, da Agência Brasil, quem insistir em permanecer em aglomerações em locais públicos no Rio de Janeiro pode ser surpreendido por um drone. Equipado com alto-falante, ele vai disparar alertas sobre a importância de ficar em casa para não contribuir com pandemia do coronavírus.

O equipamento, utilizado desde o dia 15 pela prefeitura do Rio de Janeiro, ajuda o Centro de Operações e a base operacional montada no Riocentro para atender os chamados do Disk Aglomeração, bem como o monitoramento feito por sinal de celular.

Sobre os drones, há quem tenha lembrado um episódio muito mais agradável: em 2014, uma cervejaria dos EUA testou o uso de drones para a entrega de cervejas. Alterando o esquema de distribuição do produto, acabava com o pesadelo de muita gente. Naquela época, nos EUA, o problema era bem outro: o frio. Com a possibilidade de nevascas e temperaturas negativas, muitos consumidores não colocavam o nariz pra fora de casa. Assim, sitiados, a Lakemaid Beer, cervejaria de Wisconsin, tratou de recorrer a um novo meio de transporte para as entregas. Um drone, então, levava caixas com uma cerveja produzida especialmente para o frio.

Restava torcer, no entanto, para que a Agência Federal da Aviação norte-americana (FAA) não torpedeasse o projeto. Isso porque o uso de drones para atividades civis só deveria ser regularizado a partir de 2015.

Sai a garrafa – entra a latinha

Quanto ao nosso leite condensado, que resulta da remoção parcial de água do leite, recebendo açúcar, é muito consumido por nossas bandas. E não apenas pela gurizada. Um conhecido, que chega a fazer estoque em casa, explica que, assim, não precisa encarar a instabilidade do tempo – uma característica de Curitiba. Muito menos agora, com a tal de quarentena.

O leite condensado surgiu como resultado das experiências de um francês, Nicolas Appert, em 1820, quando de pesquisa para esterilização e conservação de alimentos em embalagens herméticas. Em 1828, o inventor francês Malbec aplicou o método de Appert ao leite fresco de vacas para criar o leite condensado. A nova forma de tratar o leite fez sucesso em toda Europa e, em 1853, chegaria aos Estados Unidos pelas mãos de Gail Borden, que patenteia o método em 1856.

leite diferente

Na Guerra da Secessão (1861-1865), era uma maneira de preservar os estoques de leite reduzindo o volume e, é claro, a falta de refrigeração. As forças dos estados do Norte trataram de incluir o produto na ração das tropas. Quando os soldados voltavam para casa, de licença ou já dispensados do serviço militar, falavam sobre o tal leite diferente. As encomendas cresceram tanto que o inventor enfrentava um sufoco para atender todos os pedidos.

E, mediante cessão de patente, o leite condensado chegou até nós. Ainda bem.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

Últimas Notícias