Diga-me com quem andas... | Jornal Plural
Clube Kotter
10 nov 2019 - 9h57

Diga-me com quem andas…

A vigília continua, pela integridade física de Lula e pelo respeito à democracia. Hoje e sempre.

Sobre o fim do cativeiro de Lula, há quem tenha recorrido a dois (velhos) ditos populares:

– Quem não deve não teme.

– Diga-me com quem andas e te direi quem tu és.

No primeiro caso, ele poderia dar no pé pedindo asilo político numa embaixada. No segundo, recebeu manifestações de apoio e amizade, uma atrás da outra, do mundo inteiro.

E aí, já prevendo o registro histórico, há quem tenha anotado os nomes de respeitáveis figuras que saíram em defesa do ex-presidente. A lista, que quase lembrou um catálogo telefônico, começa pelo Papa Francisco, que, no mês de maio, enviou carta ao ex-presidente, afirmado que “o bem vencerá o mal”. A mensagem é resultado de uma conversa entre os dois. No ano passado, Lula recebera um rosário abençoado do Vaticano. Em agradecimento, redigiu carta ao sumo pontífice, destacando a dedicação do Papa na defesa da justiça social e dos mais pobres.

– O bem vencerá o mal, a verdade vencerá a mentira e a salvação vencerá a condenação, escreveu o Papa.

Manifestações de apoio a Lula vieram também de gente como Pérez Esquivel, Prêmio Nobel da Paz de 1980; Noam Chomsky, filósofo, linguista norte-americano, considerado um dos maiores intelectuais do mundo; Domenico De Masi, escritor italiano e sociólogo; Boaventura de Souza Santos, sociólogo português, professor e escritor; Leonardo Padura, escritor cubano; Pilar Del Río, jornalista espanhola e presidenta da Fundação José Saramago; Raduan Nassar, escritor e vencedor do Prêmio Camões; Bresser Pereira, economista e escritor; Fernando Morais, escritor premiado e biógrafo do ex-presidente Lula; Chico Buarque, vencedor do Prêmio Camões; Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro dos Direitos Humanos no governo FHC e relator da ONU; Leonardo Boff, teólogo e escritor; Frei Betto, teólogo e escritor.

E tem muito mais

Pepe Mujica, ex-presidente da Uruguai; Dilma Rousseff, ex-presidente do Brasil; Eduardo Duhalde, ex-presidente da Argentina;Ernesto Samper, ex-presidente da Colômbia; Massimo D’Alema, ex-primeiro ministro da Itália; João Pedro Stédille, da coordenação do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra); Guilherme Boulos, da coordenação do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto); Vagner Freitas, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores); Wagner Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista; Luiz Henrique da Silva, da coordenação do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR); Neudicleia de Oliveira, da coordenação do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens); Gleisi Hoffmann, presidenta do PT; Fernando Haddad, candidato à Presidência pelo PT; Carlos Lupi, presidente do PDT; Luciana Santos, presidenta do PCdoB; Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula.

De lideranças religiosas, se manifestaram:

Cláudia Dias Baptista de Souza, conhecida Monja Coen, monja zen budista brasileira de ascendência portuguesa, e missionária oficial da tradição Soto Shu com sede no Japão. Monja também é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001 com sede em São Paulo; Pai Caetano de Oxóssi; frei Sérgio Görgen; rabino Jayme Fucs; pastor Ariovaldo Ramos, um dos fundadores da Frente de Evangélicos Pelo Estado de Direito.

De lideranças internacionais: Danny Glover, ativista e ator norte-americano; Alberto Fernandez, candidato à Presidência da Argentina; Roberto Gualtieri, membro do Parlamento Europeu; Sharan Burrow, secretária geral da Confederação Sindical Internacional; Cuauhtémoc Cárdenas, ex-governador do Distrito Federal do México; Juan Carlos Monedero, escritor espanhol e fundador do Podemos; Stanley Gacek, sindicalista norte-americano; e Martin Schulz, ex-presidente do Parlamento Europeu e ex-líder da social democracia alemã.

Governadores: Flávio Dino, do Maranhão; Camilo Santana, do Ceará; Rui Costa, da Bahia; e Wellington Dias, do Piauí.

Isso tudo sem falar dos milhares de brasileiros que foram às ruas, à vigília Lula Livre ou se manifestaram soberanamente com seu voto. E a vigília continua, pela integridade física de Lula e pelo respeito à democracia. Hoje e sempre.

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