Da placa ao gentílico | Jornal Plural
18 mar 2020 - 19h52

Da placa ao gentílico

Um amigo, caçador de gentílicos, ao ver um veículo com placa de Alto Paraná matou a charada na hora. Quem nasce em Alto Paraná é ‎alto-paranaense

Muita gente, ou quase todo mundo que mora em Curitiba, conhece, esteve ou já viu falar de Alto Paraná. Conforme os historiadores, “foi em 1949 que a colonização ganhou força na região, por conta da imobiliária Ypiranga, de Boralli & Held, que adquiriu da Companhia de Terras Norte do Paraná 150 mil alqueires de terras, traçando o perfil da futura cidade”.

Tanto que, um amigo, o tal caçador de gentílicos, ao ver um veículo com placa de Alto Paraná matou a charada na hora, mentalmente. Quem nasce em Alto Paraná é ‎alto-paranaense. Mas, caminhando mais um pouco, embatucou com outra placa: Alto Paraguai – Mato Grosso.

Aí, o jeito foi fazer uma breve pesquisa. E descobriu o gentílico: alto-paraguaiense. E que, no dia 17 de novembro de 1948, pela Lei n.º 193, foi criado o distrito de Paz, com a denominação de Alto Paraguai. A alteração do nome deveu-se ao fato do município abrigar em seu território as nascentes do rio Paraguai. O município de Alto Paraguai foi criado em 16 de dezembro de 1953, pela Lei n.º 709.

Ainda pelas ruas

Nosso caçador de gentílicos, tempos atrás, matou outras charadas. Recém-chegadas da Bahia. Quem nasce em Cocos é coquense. Em Cansação, cansançãoense; Baianópolis, baianopolense; Água Fria, águafriense; Boa Vista do Tupin, tupinense; Serrolândia, serrolandense; Governador Mangabeira, mangabeirense; e, finalmente, Xique-Xique: xiquexiquense.

E só foi dormir depois de descobrir o gentílico de quem nasce em Jijoca de Jericoacoara, que fica no Ceará: jijoquense. E de Nova Iorque, no Maranhão, isso mesmo, Maranhão: nova-iorquino – ou nova-iorquense.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

Últimas Notícias