Curitiba sem portas - e de todas as gentes | Jornal Plural
11 fev 2021 - 0h45

Curitiba sem portas – e de todas as gentes

Com temas das heranças indígena, africana e asiática, o Festival de Culturas Tradicionais migrou para a internet e mantém oficinas com acesso gratuito até o fim do mês

A título de preâmbulo: em 1973, o jornalista Adherbal Fortes foi coautor, com Paulo Vítola, dos shows musicais Cidade Sem Portas e Terra de Todas as Gentes, o primeiro encenado no recém-inaugurado Teatro Paiol e, o segundo, para a inauguração do grande auditório do Teatro Guaíra, em 1975. Os títulos dizem tudo. A confirmação da cidade sem portas, uma terra de todas as gentes – venham de onde vier.  

Teatro Paiol.

E agora temos o Festival de Culturas Tradicionais, que, forçado pela pandemia, tratou de buscar refúgio e segurança na internet, com oficinas abordando temas das culturas indígena, africana e asiática, tudo online e gratuito. Aí temos oficinas como a do origami, que significa dobrar papel em várias formas geométricas representando animais, plantas ou outros objetos; mais os jogos de tabuleiro das culturas indígena e africana, cantigas brasileiras e bordados, entre outros.  

As inscrições podem ser feitas pelo Sympla. Por decorrência da pandemia, todo o festival migrou para a internet, com eventos até o dia 28 de fevereiro.  

Fandango e capoeira  

O evento começou dia 26 de janeiro, com shows de fandango, demonstrações de capoeira e rodas de conversa. Todas as apresentações que já aconteceram podem ser assistidas no canal do YouTube dedicado ao evento.  

Confira a programação até o final do evento:  

A quinta-feira (18/2) conta com a oficina de Jogos de Tabuleiro Indígena e Africano, a partir das 20h. Esta aula é ministrada pelo artista, educador e inventor Marcelo Weber. Ele apresenta o Jogo da Onça, típico de tradições indígenas brasileiras, e também o AualêJogo de Mancala, da cultura africana. Weber explica as regras de cada modalidade, além de ensinar a preparar os tabuleiros em papel.  

Yurie Handa apresenta a oficina Origami: como fazer Kusudama e Tsuru. Crédito da foto: divulgação.

As famosas dobraduras orientais são apresentadas na oficina Origami: como fazer Kusudama e Tsuru, com a professora Yurie Handa. O Tsuru é um dos mais tradicionais origamis no Japão, que representa sorte, saúde e felicidade. Já o Kusudama é uma dobradura modular que, além de simbolizar a cura, serve como peça decorativa. A aula acontece às 20h da terça-feira (23/2).  

A oficina Como Fazer Um Mini Estandarte para Festas é transmitida na quinta-feira (25/2), a partir das 20h. O ministrante Vinícius de Azevedo ensina a produzir este símbolo das festas populares. O trabalho adornado ajuda a desenvolver habilidades como coordenação e criatividade.  

O sábado (27/2) do Festival conta com a aula Aprenda a Fazer Pontos de Bordado Livre. A partir das 20h, o professor Vinícius de Azevedo detalha os pontos de bordado livre e dá sugestões de como aprimorar as técnicas. Esta oficina aprofunda os conhecimentos do evento anterior, de Mini Estandarte, do mesmo ministrante, apresentando novas possibilidades para a decoração.  

No domingo (28/02) o músico e professor Nélio Spréa apresenta cantigas e parlendas do folclore brasileiro e sugestões de brincadeiras com estes temas para pais e professores brincarem junto com a criançada. Parlendas? Sim, são versos com ritmos, rimas, divertidos e algo fácil de aprender, garante o professor. Fazem parte do folclore brasileiro e passam de geração para geração, transmitindo a cultura oral popular. São usadas em acontecimentos cotidianos, em brincadeiras de rodas, em jogos, em decisões, em histórias ou apenas por diversão.  

Para ver ou rever  

Após as estreias, os programas do festival ficam disponíveis para ver e rever no canal YouTube de Lia Marchi, onde o público também poderá encontrar diversos vídeos sobre cultura popular, de documentários até dicas e brincadeiras, enriquecendo seus conhecimentos sobre o tema.  

Organizado pela Olaria Projetos de Arte e Educação, o Festival de Culturas Tradicionais conta com Lia Marchi como curadora e LM Stein como produtor, dupla que há 20 anos registra diferentes culturas do Brasil e de Portugal. Este projeto é realizado com respaldo do Programa de Apoio de Incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura de Curitiba, com patrocínio de empresas privadas.  

Festival de Culturas Tradicionais: até 28 de fevereiro/programação online e gratuita.  

Inscrições disponíveis em www.sympla.com.br/festivaldeculturastradicionais.


Para ir além

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

Últimas Notícias