10 maio 2022 - 8h00

A face (quase) oculta de um Hitler à paisana  

Por conta da propaganda, há muitas imagens do ditador fardado, discursando, buscando seguidores; caricato, patusco, porém, é vê-lo de terno e gravata…

Por conta da revista Carta Capital, de imprescindível leitura como o Plural, temos acesso, na edição da semana passada, a raríssimas imagens de um arquivo fotográfico sobre a vida e ascensão do führer. Pintor fracassado de aquarelas – pinturas executadas com tintas diluídas na água -, Adolf Hitler, quando já estava reconfigurado como político após a 1ª Guerra Mundial, inventou o uniforme.  

E os criadores alemães da Hugo Boss reconheceram que seu fundador, Hugo Ferdinand Boss, apoiou Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial para, assim, “tentar proteger e dar impulso a sua marca de roupas”. Ocorrida entre 1939 e 1945, a II Guerra Mundial é assim chamada por ter se tratado de um conflito que extrapolou o espaço da Europa, continente dos principais países envolvidos. Além do norte da África e a Ásia, o Havaí, território estadunidense, com o ataque japonês a Pearl Harbor também virou palco de disputas territoriais. Pearl Harbor era uma base naval dos EUA e o quartel-general da frota norte-americana do Pacífico, na ilha de O’ahu, no Havaí, perto de Honolulu. Em registros mais antigos, em português, era também utilizada a designação Porto das Pérolas.  

A primeira derrota  

Compreender o que levou à eclosão do conflito implica lembrar as consequências da Primeira Guerra Mundial, de 1914 a 1918, culminando com a derrota alemã e a assinatura, entre as potências europeias envolvidas, do Tratado de Versalhes, que, culpando a Alemanha pelo conflito, declarou a perda de suas colônias e forçou o desarmamento do país. Diante desse quadro, o regime afunda em grave situação econômica, agravada pela chamada Crise de 1929. Iniciada, aliás, nos Estados Unidos – o grande irmão do Norte… Ou o pretenso xerife do mundo.  

De presos a escravos  

O livro Hugo Boss, 1924-45, do historiador Roman Köster, docente da Universidade de História Militar de Munique, que foi autorizado pela marca, revela que o proprietário da grife não somente foi um nazista fervoroso durante a Segunda Guerra, mas também manteve escravizados, em sua fábrica em Metzingen, no estado de Baden-Wurttemberg, cerca de 180 prisioneiros de guerra (140 franceses e 40 poloneses).  

De Anna Braun a Anna Hitler  

Eva Anna Paula Hitler, nascida Eva Anna Paula Braun, foi companheira de longa data de Adolf Hitler e, por menos de 40 horas, sua esposa. Eva e Hitler se conheceram em Munique. Ela tinha 17 anos e trabalhava como assistente e modelo para Heinrich Hoffmann, fotógrafo pessoal de Hitler. Nascimento: 6 de fevereiro de 1912, Munique; falecimento: 30 de abril de 1945, Berlim.  

Führer : condutor, guia, líder ou chefe. Deriva do verbo führen – “para conduzir”. Embora a palavra permaneça comum no alemão, está tradicionalmente associada a Hitler, que a usou para se autodesignar líder da Alemanha Nazista.  

O Sacro Império Romano  

Reich (ráiche): reino, país, império. Os nazistas tentaram legitimar o poder retratando o seu regime como uma continuação do Sacro Império Romano, o Primeiro Reich (800-1806) e do Império Alemão, o Segundo Reich (1871-1918). E cunharam o termo Das Dritte Reich (O Terceiro Império, geralmente traduzido como O Terceiro Reich).  

A saudação tornou-se obrigatória na Alemanha nazista para todos os cidadãos (e não somente os filiados ao partido nazista). Hitler, mais além da piada de Brooks, respondia calado, dobrando o braço, levantando sua mão à altura do ombro, mostrando a palma da mão para frente. Os cidadãos deviam esticar o braço direito com palma para baixo. O nazista havia copiado a saudação do braço esticado de seu colega ditador, o italiano Benito Mussolini, que desde 1919 fazia com que seus seguidores cumprimentassem dessa forma. A saudação tornou-se obrigatória dentro do partido nazista a partir de 1923. Com a chegada dos nazistas ao poder, ficou o obrigatório para todos os funcionários públicos a partir de 1933.  

Assumindo o poder  

No dia 30 de janeiro de 1933, como resultado do apoio popular aos nazistas, o presidente Paul von Hindenburg nomeou Hitler como chanceler. E a escolha abriu caminho para o regime nazista com a morte de Hindenburg, em agosto de 1934.  

Ainda do texto de Marcelo Netto:  

– Perícias e relatos indicam que Hermann Fegelein, integrante do círculo íntimo de Hitler, morreu impune no Brasil.  

PS: e também vale lembrar: cleptocracia – sistema de governo que se baseia na prática da corrupção. A predominância da cleptocracia em alguns países, cujos governantes são coniventes com a corrupção, favorece somente os indivíduos que se beneficiam dela. Qualquer semelhança não será mera coincidência…  

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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