007 – na tela e na vida real | Jornal Plural
5 set 2019 - 20h51

007 – na tela e na vida real

Cassino Royale, o primeiro romance de Bond, foi publicado em 1952. Diante do sucesso, vieram mais 11

Velhos fãs do cinema poderão matar a saudade. James Bond está retornando, mas o filme da franquia só chegará aos cinemas em abril do próximo ano. Quem resistir ao desgoverno do Boso, tá difícil, poderá assisti-lo. Título: Sem Tempo para Morrer. Daniel Craig interpreta o espião mais famoso do cinema.

Mas, para quem gosta (também) de leitura, uma baita coincidência: nesta semana, devorando a parte 1 da edição especial da National Geographic – História Secreta da Segunda Guerra Mundial, um amigo ficou impressionado com a ficha do criador do Agente 007.

Vamos por partes

Ian Lancaster Fleming (Londres, 28 de maio de 1908 – Cantuária, 12 de agosto de 1964) foi um militar, escritor e jornalista britânico mais conhecido por escrever vários romances de espionagem protagonizados por sua criação, o agente secreto James Bond. Ian Fleming nasceu em uma família rica de ascendência escocesa. O pai foi membro do Parlamento britânico de 1910 até sua morte, em 1917, na Frente Ocidental, na Primeira Guerra Mundial. Fleming estudou em EtonSandhurst e, por tempo, nas universidades de Munique e Genebra. Realizou diversos trabalhos, até virar jornalista.

Ainda por conta National Geografic: Fleming foi recrutado pelo almirante John Henry Godfrey para trabalhar na Divisão de Inteligência Naval durante a Segunda Guerra Mundial. Participou do planejamento da (não realizada) Operação Goldeneye e do planejamento e supervisão de duas unidades de inteligência, a 30 Assault Unit e a T-Force. Seu nome de código: 17 F. Quem espionou: Rússia e Espanha.

Seu serviço em tempos de guerra e a posterior atuação como jornalista proporcionaram grande parte do pano de fundo, detalhes, inspiração e profundidade para as aventuras de James Bond. Cassino Royale, o primeiro romance de Bond, foi publicado em 1952. Diante do sucesso, vieram mais 11 romances e duas coleções de contos, publicados entre 1953 e 1966, os dois últimos postumamente. Seus livros centravam-se em James Bond, um agente do Serviço Secreto Britânico conhecido por seu codinome 007. Seus livros estão entre os mais vendidos de ficção de todos os tempos, com mais cem milhões de cópias vendidas mundialmente, colocando-o como um dos autores mais renomados de seu tempo.

Bond, James Bond…

Como nasceu o herói: James Bond existiu mesmo. Era um ornitólogo norte-americano que estudava pássaros do Caribe e autor do guia de campo Birds of the West Indies. O próprio Fleming gostava de observar aves e tinha uma cópia do livro de Bond. Para ele, “este nome breve, pouco romântico, anglo-saxão e mesmo assim bem masculino era exatamente o que eu precisava”. Ainda da revista, outra confissão de Fleming:  “Quando escrevi o primeiro em 1953, eu queria que Bond fosse um homem extremamente maçante e desinteressante com quem coisas acontecem; eu queria que ele fosse um instrumento cego… quando eu estava caçando por ai por um nome para meu protagonista eu pensei, “Por Deus, (James Bond) é o nome mais maçante que eu já ouvi”.

Fleming também escreveu a história infanto-juvenil Chitty Chitty Bang Bang, que foi adaptada para o cinema e exibido no Brasil com o título O Calhambeque Mágico.  Quem bancou o filme foi Albert Broccoli, que ajudou a produzir a maioria dos filmes de James Bond. A MGM e a United Artists, coprodutoras dos filmes do 007, também ajudaram a produzir o calhambeque mágico. O nome refere-se a um tipo de carro de corrida antigo, chamado Chitty Bang Bang.

The end

Fleming bebia e fumava bastante, até sofrer um enfarte do miocárdio em 1964, aos 56 anos. Por conta do sucesso de Bond, outros autores produziram histórias do agente secreto “a serviço de Sua Majestade”.

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