18 out 2021 - 8h15

Sem passarelas, agências e modelos procuram se reinventar

Ainda impossibilitados pelo distanciamento social, o mercado da moda apostou nas tecnologias para seguir atuante

Um ano e sete meses depois do anúncio da pandemia de Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as passarelas do mundo da moda começam a retomar as atividades na Europa. Mas durante o período mais difícil da pandemia, com as restrições de isolamento social, empresas, agências, modelos e fotógrafos tiveram que estabelecer novas formas de atuação para enfrentar o desafio de manter o mercado ativo.

Acostumado com os holofotes que seus clientes atraem por meio da sua agência de modelos e talentos em Curitiba, o empresário Willian Rogglers não se deixou abater pela crise com o novo coronavírus e resolveu se adaptar e apostar nas tecnologias.

Do dia para noite, todos perceberam como são fracas as estratégias de comunicação online e como são falhas as ações de ampliação do público por meio digital, principalmente no âmbito artístico. Mas o que parecia um problema, trouxe oportunidades. Rogglers disse que teve que se reinventar e “fazer tudo ficar online”. O empresário teve que criar estratégias para que pudesse continuar com as aulas de forma remota, com turmas que tinham em média 80 alunos.

A tecnologia possibilitou novas realidades para o trabalho de modelos com ensaios fotográficos, castings e desfiles totalmente virtuais. Os modelos acostumados com os flashs, holofotes e uma grande equipe de produção, passaram a trabalhar em suas casas. Contando com poucos recursos.

Sandra Barbosa, modelo profissional há cinco anos na capital paranaense, revela que precisou se aprimorar na produção e gravação de vídeos. “Passei a fazer o outro lado. Além de ser modelo, passei a ser fotógrafa e vídeo booker”.

De volta aos holofotes

Aos poucos todos os setores estão voltando ao presencial, mas têm coisas que não voltarão, enfatiza a modelo. Sandra diz acreditar que “esse novo normal veio para ficar”. O motivo: o custo. 

Nos sets, elencos e equipes de produção convivem com uma nova realidade, seguindo todos os protocolos de segurança. Máscaras, álcool em gel, equipamentos de proteção, distanciamento entre modelos e elencos reduzidos. Segundo a modelo comercial Silvia Fernanda, os testes agora estão sendo feitos totalmente online, o que pra ela é uma vantagem, porque consegue ter mais tempo para se preparar, treinar e até ter uma chance maior de ser escolhida. Ao ser selecionada para a campanha, as produtoras exigem o teste para Covid-19. Devido ao distanciamento e o custo com a testagem, as produtoras estavam evitando as figurações.

Mesmo com o início da vacinação as incertezas ainda são muitas no mercado. Porém, a crise com a pandemia trouxe novas possibilidades para os profissionais. “As oportunidades se ampliaram e quem aproveitou para se aperfeiçoar terá maiores chances”, enfatiza Sandra. 

Orientação: Karine Moura Vieira (professora e jornalista).

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

2 comentários sobre “Sem passarelas, agências e modelos procuram se reinventar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

Radiocaos Fosfórico

Neste episódio os textos e ideias combustíveis de Trin London, Merlin Luiz Odilon, Menotti Del Picchia, Alana Ritzmann, Otto Leopoldo Winck, Gabriel Schwartz, Cyro Ridal, Robson Jeffers, Guilherme Zarvos, Carlos Careqa, Clarice Lispector, Luciano Verdade, Giovana Madalosso, Charles Baudelaire, Arnando Machado, Edilson Del Grossi, Francisco Cardoso, Liliana Felipe, Valêncio Xavier, Carlos Vereza, Ícaro Basbaum, Mauricio Pereira, Mano Melo, Monica Prado Berger, Amarildo Anzolin, Antonio Thadeu Wojciechowski, Marcelo Christ Hubel, Cida Moreira, entre outros não menos carburantes.

Redação Plural.jor.br