27 nov 2021 - 8h30

Não é não até para o seu chefe, tá?

No Brasil, a violência contra as mulheres é prática recorrente

Em dezembro de 1999, em assembleia geral, a ONU (Organização das Nações Unidas) designou o dia 25/11 (quinta-feira) como o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher.

A violência contra a mulher é violação contra direitos humanos, e essa data serve como um símbolo importante ao combate à violência contra as mulheres, cobrando medidas dos governantes de cada país, para soluções que impeçam sua continuidade.

Infelizmente, no Brasil a violência contra as mulheres é prática recorrente, e está enganado quem acredita que essa violência é praticada somente no ambiente familiar. Em âmbito empresarial, episódios de assédio são recorrentes, e devem ser combatidos pelas empresas.

Mas o que é assédio?

O assédio pode ser moral ou sexual, e pode ser praticado por um superior hierárquico, ou mesmo um colega de profissão.

O assédio moral pode ser caracterizado por uma série de práticas que envolvem condutas inapropriadas que geram constrangimento, pressão, insegurança, ou medo, tais como: apelidos pejorativos, críticas, perseguições, invasão à vida privada, ameaças de demissão, entre outros.

Já o assédio sexual fica caracterizado pelo constrangimento com o intuito de obter vantagem, ou favorecimento sexual, prevalecendo-se de sua condição, cargo ou função (artigo 216 do Código Penal).

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) será considerada violência sexual: “todo ato sexual, tentativa de consumar um ato sexual ou insinuações sexuais indesejadas; ou ações para comercializar ou usar de qualquer outro modo a sexualidade de uma pessoa por meio da coerção por outra pessoa, independentemente da relação desta com a vítima, em qualquer âmbito, incluindo o lar e o local de trabalho”.

E como ele pode ser combatido?

Você, enquanto empresário, pode adotar práticas dentro da sua empresa que tenham como finalidade combater essas condutas. O primeiro passo é criar um ambiente seguro, com ética profissional, e respeito a todos os colaboradores.

Em segundo lugar, caso uma colaboradora procure você e compartilhe uma situação dessa natureza, o ideal é acolher essa vítima, respeitar seus sentimentos, e dar credibilidade às suas palavras e exposições, assédio não é “mimimi”! Compartilhar um episódio de violência exige muita coragem!

Averiguar os fatos também é importante, porém essa etapa deve ser feita com sigilo, empatia e respeito, adotar providências em relação ao assediador é igualmente importante!

Orientar a vítima sobre quais caminhos ela pode adotar, também é uma prática fundamental nesse cenário. Compartilhar informações, demonstrar apoio e empatia, e criar um ambiente profissional seguro, são medidas essenciais que a sua empresa pode adotar para combater a violência contra a mulher.

Essa luta é de todos nós!

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

2 comentários sobre “Não é não até para o seu chefe, tá?

  1. Parabéns pelo ótimo texto Leticia, você tocou num tema em que muitas empresas por não querer se engajar nesta luta desigual que as mulheres enfrentam, deixam de prestar a devida ajuda para o problema que as mulheres sofrem. E muitas vezes não as acompanham nas delegacias para simplesmente dizer “eu estou aqui com você pra te prestar apoio nesse momento difícil da sua vida”. Acabam dando mais credibilidade ao assediador e abusador do que para vítima. Nela ninguém acredita. Tá na hora de isso parar.

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