18 jan 2022 - 9h51

Estados Unidos avalia aumentar taxa de vistos para estudantes

Valor pode pular dos atuais US$ 160 para US$ 245

Está pensando em aplicar para o visto de estudo (F-1 / F-2) nos Estados Unidos? Se prepare! As taxas podem aumentar! Essa é uma proposta em escala global, ainda não definida somente para o Brasil.

Os oficiais consulares estão reavaliando o processo de visto de estudante internacional para o país. A mudança ocorreria na taxa consular para a avaliação da aplicação do visto estudantil. Essa mudança seria para os vistos F, M e os Js, cujo custo atual está em US$ 160,00 (aproximadamente R$ 900), para um aumento de 53%, chegando até US$ 245 (aproximadamente R$ 1.372). Tal taxa reflete a intenção do custo do processo de visto pelo consulado americano. E se a regra mudar, passaria a ser utilizada em 28 de fevereiro de 2022.

Segundo o consulado, antes da pandemia, um quarto dos vistos eram negados. Com isso, os vistos passam por um processo mais meticuloso, baseado no atual interesse do aplicante, não nos contigentes que possam acontecer no futuro. Mas a notícia mais impactante, seria a intenção do departamento de Estado dos Estados Unidos retirar para alguns países a necessidade de entrevista presencial. Justamente num momento de profunda diminuição da equipe e da capacidade de avaliar todos os processos de visto para o país, no mundo. E com isso, diminui  o tempo do processo de espera para os alunos internacionais, que tem datas exatas para começar seus cursos.

Claramente, que embaixadas e consulados ainda precisarão de algumas entrevistas presenciais, numa situação caso a caso. Mas isso está sendo avaliado em escala global de processo de vistos para os Estados Unidos. Será o Brasil um dos escolhidos para retirar entrevistas presenciais? Tomara que sim!

R$ 1.372

É o valor aproximado de quanto pode custar a taxa de emissão de visto para estudar nos EUA.

Novo ensino médio

Já matriculou seu filho na escola para 2022? Com certeza a expressão itinerários formativos estavam na pauta da apresentação da escola! Essa é uma das grandes mudanças que o Ensino Médio passará a oferecer em 2022. A Lei do novo Ensino Médio foi aprovada em 2017, mas começa a valer para todas as escolas públicas e privadas do país a partir do 1° Ano, porém apenas em 2023 todas as atualizações serão obrigatórias.

Mas quais seriam tais mudanças? A Base Comum Curricular (BNCC), até o momento tinha o foco em disciplinas individuais, e passam a ser áreas do conhecimento, muito semelhante ao que já ocorre no ENEM, tais como:

  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias
  • Matemática e suas  Tecnologias
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
  • Linguagens e suas Tecnologias

Segundo A Lei n.º 13.415/2017 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabeleceu uma mudança na estrutura do ensino médio, ampliando o tempo mínimo do estudante na escola de 800 horas para 1.000 horas anuais (até 2022) e definindo uma nova organização curricular, mais flexível, que contemple uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a oferta de diferentes possibilidades de escolhas aos estudantes, os itinerários formativos, com foco nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional. A mudança tem como objetivos garantir a oferta de educação de qualidade à todos os jovens brasileiros e de aproximar as escolas à realidade dos estudantes de hoje, considerando as novas demandas e complexidades do mundo do trabalho e da vida em sociedade. Os itinerários formativos são o conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho, que os estudantes poderão escolher no ensino médio.

Foto: Seed/AEN

Com o intuito de maior integração às disciplinas, o aluno terá o limite de até 1800 horas ao longo de todos os 3 anos do Ensino Médio para concluir a grade que oferece maior aplicação prática da vida real. E aí que entram os itinerários formativos, pois através deles, de forma opcional, os alunos terão maior escolha de onde aprofundar seus estudos nas seguintes áreas:

  • Formação Técnica e Profissional
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias
  • Matemática e suas  Tecnologias
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
  • Linguagens e suas Tecnologias

O Brasil passa a oferecer, tanto nas escolas públicas, quanto nas privadas um sistema mais similar à de outros países, que já o oferecem há muitas décadas, como Nova Zelândia, Canadá, Estados Unidos, etc. Esta formação oferece um potencial de escolha tremenda ao aluno, que enxerga os itinerários como uma forma de encontrar seu cerne, algo que lhe dê um norte sobre alguma futura carreira que venha a seguir.

Tais itinerários podem ser síncronos ou assíncronos. E há inclusive oportunidades de oferecere-los através de instituições internacionais que já, inclusive, traduziram suas aulas de formação em carreiras específicas para o português. Dando chances  a alunos que ainda desenvolverão a segunda língua durante o ensino médio, e também, terão maior inclusão.

Se a sua escola ainda não comentou sobre os itinerários formativos, mande mensagens aqui ao Jornal Plural, pois nós podemos orientar quanto a algumas opções. E se você quer ter acesso a itinerários formativos internacionais, tanto em inglês ou português, com foco em carreiras do futuro, Indústria 4.0, ou carreiras globais, com certeza temos muito o que conversar.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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