15 fev 2022 - 8h30

Carreiras e educação na área de engenharia no Japão

O Japão está em sétimo lugar mundial entre os melhores países para se estudar. E os alunos, que o escolhem como destino de estudo e desenvolvimento profissional, podem trabalhar meio período, enquanto estiverem na universidade

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) indica que existem cerca de 600 mil engenheiros no Brasil. E a cada ano, 40 mil novos engenheiros se formam e buscam um espaço no mercado de trabalho. Mesmo com a valorização do profissional de engenharia, tendo uma das profissões mais bem pagas no Brasil, existem aspectos que dificultam a absorção dos engenheiros formados no mercado de trabalho.

Não se trata de escassez de engenheiros, mas da qualificação dos mesmos. Segundo uma pesquisa de 2020 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a projeção do mercado de trabalho para a área de Engenharia nos próximos anos é de um baixo o número de profissionais, que tenham experiência e qualificação para subir para cargos mais altos. Uma possibilidade para esses profissionais atenderem esses requisitos é se formarem fora do Brasil, com uma qualificação mais completa, diversificada, criando contatos globais e, ainda, com a possibilidade de voltar ao Brasil com mais de uma língua estrangeira fluente.

E o Japão está trazendo essa oportunidade a muitos desses futuros engenheiros. O país é 23 vezes menor que o Brasil, tendo, aproximadamente, metade de nossa população, com cerca de 127 milhões de habitantes. Aproximadamente 190 mil brasileiros residem e trabalham no país atualmente. Uma das cidades que mais recebem alunos no país, Kyoto, é considerada a capital universitária do Japão por ter mais de 150 mil estudantes vivendo no local e, destes, mais de 13 mil são alunos internacionais.

Uma de suas universidades, a Kyoto University of Advance Science (KUAS), oferece programas de Bacharelado e Mestrado na área de Engenharia, principalmente, Eletrônica e Mecânica, devido a demanda por profissionais destas áreas no país. Com cursos totalmente em inglês, o programa facilita a entrada dos alunos no mercado de trabalho no Japão e no mundo. Além disso, os alunos podem fazer gratuitamente aulas de japonês, tendo uma melhor adaptabilidade ao dia a dia do país e ampliando suas oportunidades de trabalho.

O presidente da KUAS, Sr. Shigenobu Nagamori, foi CEO de uma empresa líder mundial na área automobilística e, por isso, a instituição valoriza a integração da formação educacional com a taxa de empregabilidade do aluno.

Kyoto é uma cidade tradicional japonesa, com gigantesca abertura para inovação e com muitas oportunidades para profissionais da área de engenharia. A cidade tem uma grande concentração de indústrias como Nintendo, Kyocera, gigantes de semicondutores, entre muitas outras empresas, que empregam milhares de engenheiros formados das universidades locais.

O Japão está em sétimo lugar mundial entre os melhores países para se estudar. E os alunos, que o escolhem como destino de estudo e desenvolvimento profissional, podem trabalhar meio período (20h por semana), enquanto estiverem na universidade. Após a conclusão do seu curso, os formados podem trabalhar por 18 meses legalmente no país. Além disso, comparando ao salário médio de um engenheiro mecânico no Brasil, que gira entre R$ 7.000 e R$8.000, um engenheiro recém-formado no Japão recebe em média US$ 30.000 anuais, que é uma média de R$ 14.000 mensais.

Com altíssimo investimento em tecnologia para a área de Engenharia, a KUAS, assim como outras universidades japonesas, oferece oportunidades de bolsas acadêmicas aos alunos brasileiros, que tenham um alto rendimento, entre outras qualificações necessárias.  Ao se comparar o investimento de uma universidade no Brasil, na área de Engenharia, sem considerar as bolsas acadêmicas oferecidas, estudar o mesmo curso no Japão exigiria um investimento um pouco maior do estudante e de sua família. No entanto, a taxa de empregabilidade e o desenvolvimento de habilidades, que são necessárias para se conquistar vagas de liderança no futuro, é melhor no exterior e o aluno também terá um retorno do investimento muito maior.

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