Fascículo 38: Carnaval, coronavírus e Congresso | Jornal Plural
1 mar 2020 - 9h33

Fascículo 38: Carnaval, coronavírus e Congresso

Acompanhe os novos verbetes do dicionário bolsonarista de Carlos Castelo

BELO HORIZONTE: Capital de um estado brasileiro que o ministro Abraham Weintraub desconhece.

CARNAVAL: Tantãs batendo em tantãs e gritando que o presidente da república é tantã.

CORONAVÍRUS: Só podia ter sido inventado num país comunista.

CONGRESSO: Ver chantagem, chantagistas.

DÓLAR: Sinônimo de foguete, coisa que sobe às alturas muito rápido e não volta mais ao patamar inicial.

FAB: Empresa estatal que empresta graciosamente aeronaves a políticos, seus amigos e parentes.

GÁS: Muito usado para cozinhar e, em política, para fritar ministros da Economia.

GENERAL HELENO: Calado é um anão.

GOLPE DE 20: Tentativa do general Heleno de colocar novamente os militares no comando do Brasil. Diferentemente do Golpe de 64, que teve o apoio dos Estados Unidos, dessa vez apoiaram a iniciativa apenas Polônia e Hungria. O general ainda está tentando contar com a adesão da Itália – mas somente após o fim da epidemia de coronavírus na Bota.

ITÁLIA: Parceiro do Brasil até o ponto em que o presidente não precise ir visitá-la (mesmo de máscara).

MANDETTA: A nação recentemente soube que ele era o ministro da Saúde em função da pandemia de coronavírus ter chegado ao país. Na qualidade de médico ortopedista promete erradicar o COVID-19 engessando as mãos da população para que não as esfreguem no rosto.

MORO: Ministro da Justiça que abriu mão do carro oficial e adotou o tanque de guerra em suas movimentações urbanas.

SATÃ: Responsável direto pela queda do secretário especial de Cultura, Roberto Alvim. Contudo, o Cramulhão negou envolvimento no caso e afirmou ser apenas aluno do filósofo e astrólogo Olavo de Carvalho.

SECRETARIA DE CULTURA: Na velocidade em que Regina Duarte assume e monta sua equipe será implantada no país num hipotético segundo mandato de Jair Bolsonaro.

WHATSAPP: Aplicativo multiplataforma de mensagens instantâneas e chamadas de voz para smartphones. Muito usado pelo presidente da república para, em seus grupos de amigos e familiares, tentar eliminar os poderes Legislativo e Judiciário. 

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