Carol Biazin, lendas paranaenses, lançamentos da música, dança e outras artes | Jornal Plural
21 ago 2020 - 19h49

Carol Biazin, lendas paranaenses, lançamentos da música, dança e outras artes

Exposições, podcast e espetáculos são atrações do Curitiba de Graça para o Plural

Quem nasceu por aqui, com certeza, já ouviu diversas lendas paranaenses. Piratas, assombrações, índios que se transformaram em árvores, lugares que surgiram pela ira de deuses (mas se tornaram belos parques) e muitas outras histórias que fazem parte do imaginário popular e folclore do estado. Neste sábado, 22 de agosto, é comemorado em todo o Brasil o Dia do Folclore, instituído pelo Decreto n.º 56.747, de 17 de agosto de 1965, para valorizar as tradições e manifestações populares. Confira detalhes desta reportagem especial e as atrações culturais da semana.

Lendas da terra das Araucárias

A Araucária é a árvore símbolo do Paraná. Crédito da foto: Luiz Costa/Embrapa.

A editora Camile Triska fez uma matéria especial sobre algumas lendas paranaenses. Aqui, a lenda árvore símbolo do Paraná:

Como surgiu essa árvore símbolo do nosso estado? Segundo contam, há muitos anos, quando no Paraná só existiam tribos indígenas, a região dos campos sobre as serras eram chamadas por eles de Paiquerê. Nesse local, existia o índio Curiaçu, o mais forte e alto de sua tribo, admirado por seus companheiros e temido por seus inimigos.

Um dia, em uma de suas caçadas, ele avistou uma onça se aproximando de Guacira, filha do pajé da tribo inimiga. Mais rápido do que nunca, ele matou a onça. A índia desmaiou de susto e Curiaçu a pegou em seus braços e assim ficou até ela acordar. Porém, um guerreiro da tribo da índia viu a cena, achou que ela estava sendo raptada e começou a atirar flechas em Curiaçu.

Ele conseguiu fugir com Guacira, mas foi atingido. Muito fraco, pediu a ela que o escondesse, pois não aguentava mais fugir e não queria que seus inimigos os encontrassem. Ela atendeu seu pedido e voltou para verificar se os guerreiros tinham ido embora, tomando o cuidado de esconder rastros de sangue que ficaram pelo chão. Quando viu que estavam seguros, voltou para tentar curá-lo, mas nunca mais o encontrou.

Reza a lenda que, algum tempo depois, ali onde Curiaçu foi escondido, cresceu uma árvore alta e belíssima, com um tronco como o dorso de um índio e folhas que pareciam flechas cravadas nele. Seria essa a primeira araucária do Paraná.

Ao ver a tristeza de Guacira, o deus Tupã, então, transformou-a em uma gralha azul, que quando avista os pinhões caírem ao chão, pensa que são gotas de sangue e procura enterrá-los, para esconder os rastros dos inimigos.

Confira essa lenda, a famosa da Loira Fantasma e outras em: www.curitibadegraca.com.br

Teatro pelo Zoom e dança em stop motion

Crédito da foto: reprodução/Teatro Guaíra.

Solidão, medo, angústia são sentimentos usados pelo diretor Bruno Kott e os atores Mauro Schames e Nicole Cordery no projeto Pandas ou Era uma vez em Frankfurt, um espetáculo teatral online e ao vivo, transmitido pela plataforma Zoom, feito pelos artistas isolados em suas próprias casas (eles nunca se encontraram ao vivo) e com interação do público, que fica com os microfones ligados.

O espetáculo está em cartaz até o dia 30 de agosto, às 20h, com ingressos apenas para os dias 21, 28 e 29. O preço é R$ 20 e a compra deve ser feita pela https://www.sympla.com.br/pandas. Para assistir, é necessário fazer o download do aplicativo Zoom (a equipe indica que seja no computador, mas no celular também funciona). No dia da apresentação, o link fica disponível no site e direciona automaticamente para o Zoom.

Quem também está fazendo diferente para chamar atenção do público é o Balé Teatro Guaíra (BTG), que lançou pelas redes sociais o Pocket Art – um projeto com performances artísticas em stop motion, que aborda de forma divertida os desafios vividos em função do confinamento causado pelo coronavírus. Clique para saber mais.

Homenagem à arte

Obra Totem da Floresta, do artista curitibano Fernando Velloso, que estará em uma live do MON neste fim de semana. Crédito da foto: divulgação.

Um dos mais importantes artistas do Paraná, o curitibano Fernando Velloso, completou 90 anos neste mês de agosto e será homenageado pelo Museu Oscar Niemeyer (MON) em um bate-papo entre ele e os professores e curadores de arte Maria José Justino e Fernando Bini. Com mais de 60 anos de vida dedicados à arte, Velloso tem quatro obras no acervo do MON: o óleo sobre tela Grande Composição em Azul e Evocação de Elementos Simbólicos, Totem da Floresta e Partida em Busca do Imaginário (estas três, em técnica mista). A conversa, mediada pela diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika, será transmitido ao vivo neste domingo (23/08), pelo canal do YouTube do MON, às 16h.

Podcast Paiol Literário

Luci Collin é uma das entrevistadas. Crédito da foto: Luciano Pascoal.

Desde 2006, acontece em Curitiba o Paiol Literário, que promove, no palco do icônico Teatro Paiol, bate-papos com autores de todo o país para debater o cenário da literatura e a leitura no Brasil. Mas, se você nunca conseguiu participar de um desses encontros, agora tem a chance de ouvi-los na sua casa.

O Itaú Cultural, em parceria com o jornal literário Rascunho, idealizador do Paiol Literário, está disponibilizando podcasts das gravações das entrevistas. Entre os já divulgados estão escritores como Ana Maria Machado, Cristovão Tezza, Ruy Castro, Miguel Sanches Neto, Rubens Figueiredo, Luci Collin, Marina Colasanti e outros da primeira e segunda temporada do Paiol Literário. Você pode acessar em: https://www.itaucultural.org.br/paiol-literario.

Músicos paranaenses lançam novas composições

Carol Biazin & Vitão durante as gravações do clipe. Crédito da foto: divulgação.

A paranaense Carol Biazin, em parceria com Vitão, lançou na última sexta-feira (21/08), o single e clipe “Sempre Que Der”. Composta durante um camping de composição, o single já está escalado para o novo álbum de Biazin, que deve ser lançado no final do ano.

O compositor e saxofonista paranaense Rodrigo Nickel acaba de lançar o álbum Let It Blow, gravado com outros dez músicos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até dos Estados Unidos, cada um em sua casa. O disco é composto por dez músicas autorais e inéditas que homenageiam grandes nomes do rock e do blues, como Fats Domino, Lee Allen e King Curtis.

O músico, que é de São José dos Pinhais, é formado em saxofone e arranjo e composição pelo Conservatório de MPB de Curitiba e já tocou e gravou com as bandas Goya, Glóbulos Verdes, Velho 7, Cordel de Prata, Matorrales, Confraria da Costa, entre outras. Atualmente, participa das bandas Jelly Roll (jazz e blues) e Dinamite Combo (funk e soul).

O álbum Let It Blow está à venda pela internet. Basta acessar, https://app.picpay.com/user/rodrigo.nickel/20.0 e fazer uma contribuição – o preço sugerido é R$ 20. Depois de fazer a compra, uma pessoa pode realizar o download das dez músicas, capa e contracapa do disco, videoclipe oficial e ficha técnica com diversas informações e curiosidades.

Confira o vídeo da música Let It Blow, que dá nome ao álbum:

Outro lançamento é do roqueiro curitibano Marco D’Lacerda, que divulga, a partir de 28 de agosto, uma série de singles ao público, a começar pela canção Amor em Quarentena, pelas suas mídias sociais (https://www.facebook.com/marcodlacerda e https://www.instagram.com/marcodlacerda/). Em novembro, o cantor lança a álbum completo. Saiba mais em: https://curitibadegraca.com.br/cantor-curitibano-lanca-ep-que-traz-o-bom-e-velho-rock-and-roll-com-o-peso-do-heavy-metal/.

Fotos pelo caminho

Junção, do ensaio Texturas, de Bianca Roqué. Crédito da foto: reprodução/site.

Um passeio curioso e poético pelas ruas é o convite que faz a exposição virtual Floorscapes: a cidade vista do chão, em cartaz no site do Observatório do Espaço Público (OEP).

A mostra tem imagens de espaços públicos percebidas ao caminhar, fotografadas nos arredores das casas dos autores, em um limite aproximado de 500 metros. As fotografias são de alunos de graduação e pós-graduação do curso de Arquitetura e Urbanismo e da pós-graduação em Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e apresentam chãos repletos de sinais, mensagens, resíduos e detritos. Segundo o professor Alessandro Filla Rosaneli, coordenador do OEP e curador da mostra Floorscapes, o chão da rua mostra quem somos e a cultura urbana de cada local.

Outra novidade que vem da fotografia é o livro digital Gesto Contínuo, elaborado a partir de um arquivo com mais de 800 peças teatrais fotografadas pela fotógrafa curitibana, atriz e artista visual Elenize Dezgeniski. No próximo domingo (23/08), às 17h, ela fará uma live com a participação de outros artistas que colaboraram para a construção do livro.


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