Uma coluna para ajudar os gringos a entender Bolsonaro | Jornal Plural
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4 jan 2019 - 0h00

Uma coluna para ajudar os gringos a entender Bolsonaro

Faz um tempinho que eu comecei a ouvir, aqui e ali, sobre o tal EBANX. Como sou jacu, não tinha muita noção do tamanho da…

Faz um tempinho que eu comecei a ouvir, aqui e ali, sobre o tal EBANX. Como sou jacu, não tinha muita noção do tamanho da coisa. Até que em novembro recebi uma mensagem muito simpática do André Boaventura, que se apresentou como diretor de marketing deles. E me fez um convite ainda mais simpático.

Foi aí que eu descobri que se tratava de uma startup com um crescimento monstruoso e que ficava aqui do ladinho, na minha cidade. E a conversa evoluiu: o que eles queriam, me explicou o André, era uma coluna sobre política nacional que ajudasse os clientes deles lá fora a entender o que se passa no país.

Desafio aceito, mandei a primeira coluna para eles, que sai neste comecinho de ano, tentando dar conta de uma missão bem simples: explicar aquilo que é quase inexplicável. Como, afinal, Jair Bolsonaro foi parar na Presidência da República? E quem é ele, o que pretende fazer?

Publico abaixo só um trechinho, até para não roubar cliques do Labs, o site em que o texto é originalmente publicado. Quem quiser ler na íntegra clica aqui.

O Brasil começa a conhecer seu novo presidente

Bolsonaro foi marcando posição como um raro membro da extrema-direita a falar abertamente a favor do regime militar (que ele se recusa a classificar como ditadura); dos torturadores que extraíam informações de “subversivos” agindo contra o governo; e que questionava abertamente a postura progressista dos governos mais recentes do país.

Na contramão do discurso favorável às minorias, que levou o país a adotar uma série de políticas compensatórias para mulheres, negros e gays, por exemplo, Bolsonaro permaneceu firme na defesa de uma visão que coincidia com uma parcela importante da sociedade – conservadores que não ousavam dizer seu nome num momento de avanços sociais.

Bolsonaro se posicionou contra a demarcação de terras para índios, falou mal de quilombolas, elogiou grupos de extermínio que matavam criminosos em seu estado. Com isso, se destacou negativamente aos olhos de uma parcela da sociedade, escandalizada com seu comportamento. Mas sua postura exótica foi recompensada à medida que os brasileiros se cansaram da classe política dominante.

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