15 jan 2022 - 10h33

Sindicato quer só alunos vacinados em sala de aula de faculdades

Até agora apenas a UFPR aprovou exigência de vacinas

O sindicato que representa os professores de ensino superior em instituições privadas do Paraná quer que só alunos já vacinados contra a Covid possam entrar em sala de aula a partir de agora. As faculdades e universidades particulares devem retomar as aulas em fevereiro em formato presencial.

Até agora, em todo o estado apenas a Universidade Federal do Paraná (UFPR) anunciou que não receberá alunos sem vacina em sala de aula. A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário na semana passada. No caso das universidades e faculdades particulares, que têm com os alunos uma relação de cliente e prestador de serviço, a dificuldade para impor a cobrança é maior.

O sindicato diz que o aumento de casos de Covid, com a chegada da ômicron, exige medidas duras para proteger tanto alunos quanto professores, e também para frear o avanço da doença.

Veja a nota do sindicato:

Diante do aumento no número de infectados por Covid-19 no Paraná, que registrava 9.492 novos casos e sete novas mortes segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) na última terça-feira (11), e frente à confirmação do primeiro caso da Variante Ômicron no estado nesta quarta-feira (12), o Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana – SINPES vem a público destacar sua posição a favor da exigência de passaporte de vacina (documento físico ou digital que comprova a imunização) para o retorno das aulas presenciais em instituições de ensino superior privado de Curitiba e Região Metropolitana.

Milhares de estudantes e cerca de cinco mil docentes voltam às aulas no ensino superior privado de Curitiba e Região Metropolitana no mês de fevereiro. Desde o início da vacinação contra o Coronavírus o Sinpes destacou sua posição de que as aulas presenciais só deveriam voltar depois da imunização completa de professores/as, demais trabalhadores/as da educação superior e estudantes. O sindicato lutou para que que estes trabalhadores/as fossem incluídos nos grupos prioritários de vacinação. Para isso oficiou prefeituras e secretaria estadual de saúde, além de promover manifestações por meio da imprensa, de inserções em rádio e de caminhão de som que percorreu pontos de vacina da capital paranaense.

Nesse contexto não faz o menor sentido permitir o ingresso no ambiente presencial das instituições de ensino superior de negacionistas que colocam em risco a saúde coletiva.

A vacinação é a melhor forma de evitar mortes e sequelas graves decorrentes da Covid-19. Portanto, na visão do Sinpes, é preciso haver conscientização por parte de trabalhadores/as e alunos/as do ensino superior quanto a importância da imunização. Também é necessário que instituições de ensino superior, com o objetivo de conter a disseminação da doença (que teve alta de 600% no número de contaminados nas últimas duas semanas) adotem todas as medidas sanitárias para proteger estudantes e trabalhadores/as e exijam o passaporte da vacina para o retorno às aulas presenciais.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

5 comentários sobre “Sindicato quer só alunos vacinados em sala de aula de faculdades

  1. Tá, e o professor que tiver uma opinião diferente? Vai ser abandonado (quando não insultado abertamente, como nessa nota) pela instituição que diz defender seus direitos?

  2. Rosiane, não é da alçada de um sindicato de professores meter-se na “saúde pública”. O papel de um sindicato de professores é defender os direitos dos professores. Mais importante, a “saúde pública” não justifica a suspensão de direitos humanos inalienáveis, tais como a autonomia corporal. Obrigado pela audiência.

    1. Felipe, o Sindicato está justamente exercendo seu papel de defender a categoria, uma vez que o passaporte da vacina protege os professores. Inclusive vc vai ficar chocado em saber que este passaporte já existe, sabe? Nenhum criança pode se matricular na escola sem apresentar a carteira de vacinação. Por coincidência, estão defendendo algo que vai de encontro a política de saúde pública contra Covid adotada no mundo inteiro. E sim, o direito coletivo está acima do direito individual. Mas é uma discussão complexa. Sugiro o curso Justice, do Michael Sandel/Harvard. Tem em português e é muito bom. Vai te ajudar a sair da caverna.
      Obrigada pela audiência,
      Rosiane

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