Programa de Ratinho para pôr PMs nas escolas começa mal | Jornal Plural
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1 abr 2019 - 7h39

Programa de Ratinho para pôr PMs nas escolas começa mal

Por ter apenas três inscritos, as atividades do projeto “Escola Segura” do governo Ratinho foram suspensas

Um dos principais programas prometidos por Ratinho Jr. (PSD está indo por água abaixo. Por absoluta falta de candidatos, a Secretaria de Segurança desistiu de colocar PMs na frente das escolas em Foz e Londrina. Essas foram as duas cidades escolhidas para o piloto do projeto Escola Segura.

O edital foi cancelado na sexta pelo comandante-geral da Polícia Militar no Paraná, coronel Péricles de Matos. o edital foi lançado há duas semanas e não causou interesse algum na corporação. Foram apenas três voluntários inscritos, um deles em Foz do Iguaçu e outros dois em Londrina.

Ratinho estabeleceu a meta de implantar o programa em 100 escolas dos dois municípios, que são considerados como prioritários. Foz está na fronteira com o Paraguai e é sempre palco de violência. No caso de Londrina, a cidade é a maior do interior do estado e tem o maior número de matriculados na rede pública.

Diante de uma adesão tão baixa, o comandante-geral mandou publicar no sistema intranet da corporação uma resolução que reconhece que a proposta de Ratinho necessita de “adequações legais regulamentares no corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários”. A ideia é de selecionar guardas aposentados e que se voluntariem para atuar na vigilância de escolas públicas do Paraná.

A falta de interesse dos policiais em fazer a segurança das escolas se deve em boa parte pela baixa remuneração oferecida. As diárias de R$ 113 são vistas como insuficientes. A reivindicação é de que a remuneração não seja inferior aos R$ 3 mil mensais líquidos para cabos e soldados e R$ 3,8 mil no caso dos segundos sargentos.

A secretaria de Comunicação do governo estadual informou que o governador já acreditava ser insuficiente o valor proposto para que policiais se voluntariassem para o programa. Com isso, garantiu que o projeto não está suspenso, mas teve apenas o seu edital original cancelado.

O governo já determinou que a revisão das diárias para os participantes fosse revista e um novo texto deve ser publicado na semana que vem. A ideia é que os policiais tenham salários melhores e essa medida aumente o número de interessados.

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