Professor Euler se posiciona a favor de denúncias contra mesa diretora da Câmara | Jornal Plural
23 abr 2019 - 17h57

Professor Euler se posiciona a favor de denúncias contra mesa diretora da Câmara

Apesar de fazer parte da mesa diretora, o vereador se posicionou a favor das denúncias apresentadas por Maria Letícia.

Denúncia protocolada nesta segunda-feira (22) pela vereadora Maria Letícia Fagundes (PV), mostra que a Câmara de Curitiba estaria criando cargos para beneficiar pessoas específicas. Entre os argumentos, consta um e-mail que acabou sendo enviado por engano para vários parlamentares da casa. A mensagem pedia para que o projeto da reforma administrativa tramite com urgência, para resolver a situação de dois servidores, chamados “Charlesson e Rhuanita”. Maria Letícia descreveu “que todo mundo já desconfiava dessa situação”.

Eleito como 2º Secretário para o biênio (2019-2020), o vereador Professor Euler (PSD) se posicionou a favor das denúncias da vereadora. Em entrevista ao Plural, ele destacou que os órgãos de controle sempre devem ser acionados quando se há suspeitas de irregularidades. Lembrando que as alegações da denúncia da vereadora são sobre a reorganização administrativa da Câmara.

Embora tenha se posicionado a favor das denúncias, Euler afirmou que o Projeto de Lei proposto pela Mesa Executiva não visa favorecer ninguém como foi supôs a vereadora. Segundo ele, a ideia é apenas suprir as necessidades de pessoas que a Câmara possui hoje até que concursos possam ser realizados. O vereador ainda destacou não ver problema que outros parlamentares façam questionamentos a respeito do projeto no Ministério Público. Segundo ele, o MP é provocado para garantir a ordem jurídica e o Legislativo não tem motivos para teme-lo.

O parlamentar ainda relata que o problema da falta de pessoal é grave e há servidores que estão emprestados para outros setores. No caso das comissões, Euler destaca que há um déficit de seis funcionários e a criação de um cargo de apoio às comissões, independente de quem o ocupe, minimizaria um pouco esse problema. Segundo ele, a resolução só será feita após a realização de um concurso, que está sendo avaliado pela Mesa Executiva.

Sobre o e-mail enviado para os gabinetes, Euler destaca que não irá defender conduta da servidora e o foco está em resolver a situação da falta de pessoal, que é um problema existente no Processo Legislativo na Câmara. Para ele, a servidora que enviou a mensagem simplesmente se expressou mal.

 

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