Prisão de Beto Richa: MP diz que tucano comprou imóveis com propina de concessionárias | Jornal Plural
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25 jan 2019 - 0h00

Prisão de Beto Richa: MP diz que tucano comprou imóveis com propina de concessionárias

O despacho do juiz Paulo Sergio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a nova prisão do ex-governador tucano Beto Richa conta em…

O despacho do juiz Paulo Sergio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a nova prisão do ex-governador tucano Beto Richa conta em detalhes as acusações feitas por testemunhas e delatores. Segundo as pessoas ouvidas até agora, um dos filhos de Beto, André, serviria como intermediário para a compra de imóveis com dinheiro doado por concessionárias de pedágio.

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De acordo com o juiz, Beto Richa teria liberado a Econorte, uma das seis concessionárias que operam no Anel de Integração, de fazer um contorno na região de Londrina e Cambé, obra estimada em R$ 30 milhões. O termo aditivo foi firmado em janeiro de 2018, três meses antes de Beto sair do governo para disputar a eleição ao Senado.

Segundo as informações divulgadas pelo juiz, um dos três terrenos comprados por André e Dirceu Pupo Ferreira, que também foi preso nesta sexta-feira (25), junto com Beto Richa, fica em Balneário Camboriú. Os outros dois, em Curitiba. Todos foram acrescentados ao patrimônio da empresa Ocaporã, de propriedade de Fernanda Richa (esposa de Beto), e de dois dos filhos do casal, Marcello e André.

O imóvel de Balneário Camboriú seria ujm apartamento no Comercial e Residencial Via Felice, no valor de R$ 300 mil. No ato da compra, segundo o relato, André e Dirceu compareceram ao cartório com uma mochila recheada de dinheiro, e pagaram R$ 30 mil de entrada. As outras parcelas também teriam sido quitadas em dinheiro vivo.

O segundo imóvel, obtido por permita, era um lote no Condomínio Paysage Beau Rivage. O valor declarado do negócio foi de R$ 505 mil, mas o juiz afirma que há indícios de que, na verdade, o imóvel tenha sido adquirido por R$ 1,9 milhão.

A terceira compra foi de duas salas e seis vagas de garagem no edifício Neo Business, em Curitiba, por R$ 1,8 milhão. Uma das testemunhas diz que viu o valor de R$ 1,4 milhão ser entregue em espécie. A Ocaporã teria dado outros imóveis como parte dessa compra.

Leia a íntegra do despacho:

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