Prefeitura de Curitiba pede mais R$ 6 milhões para bancar fundo de previdência | Jornal Plural
16 out 2019 - 23h21

Prefeitura de Curitiba pede mais R$ 6 milhões para bancar fundo de previdência

Novo modelo continua sem ser autossustentável, e vai precisar de subsídio dos contribuintes pelo menos até 2022

A prefeitura de Curitiba quer que a Câmara Municipal aprove um aumento de R$ 6 milhões na contribuição que os cofres públicos darão para o CuritibaPrev. O valor servirá para manter com subsídios por mais dois anos o novo sistema de previdência do funcionalismo.

Em 2017, quando mandou o projeto de criação do CuritibaPrev, supostamente para desonerar o município e tornar a aposentadoria dos servidores autossustentável, o prefeito Rafael Greca (DEM) pediu subsídio de R$ 6 milhões: parcelas de R$ 300 mil por mês que manteriam a instituição até ela ter recursos próprios.

Porém, quase três anos depois do polêmico pacote de ajuste fiscal, que levou à invasão da Câmara e obrigou os vereadores a votarem sob forte proteção policial na Ópera de Arame, o CuitibaPrev continua longe de conseguir se sustentar. Como o subsídio acaba no ano que vem, o projeto prevê a extensão por mais dois anos.

Se os vereadores aprovarem a proposta, o próximo prefeito, que será escolhido em outubro de 2020, ainda terá a receita comprometida nos dois primeiros anos de seu mandato.

Segundo o presidente do CuritibaPrev, José Luiz Costa Taborda Rauen, desde o princípio se sabia que o valor enviado inicialmente À Câmara seria insuficiente, já que o tempo de maturação de um serviço como esse não é pequeno. No entanto, como as contas da prefeitura iam mal, previu-se um valor menor, apenas para dar início ao projeto.

Hoje, segundo Rauen, o CuritibaPrev tem 11 funcionários. É para pagar seus salários e o custeio que o dinheiro serve. Mais adiante, conforme for aumentando o número de pessoas que aderem ao novo sistema, o instituto deverá se bancar com 1% das receitas, ou menos, sem necessidade de subsídios.

Para isso, a prefeitura está incluindo a possibilidade de funcionários que já estavam no serviço público quando da aprovação do projeto entrarem no novo modelo. E também procura outros municípios que queiram aderir ao CuritibaPrev – sob o argumento de que, com a reforma da Previdência, todas as prefeituras terão de criar algo parecido ou aderir a um instituto já estabelecido.

Até o momento, o CuritibaPrev tem cerca de 800 pagantes, com adesão mensal de 100 pessoas, segundo Rauen.

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