Em apresentação de vacina, reitor da UFPR critica "militantes da morte" | Jornal Plural
27 abr 2021 - 14h24

Em apresentação de vacina, reitor da UFPR critica “militantes da morte”

Segundo Ricardo Marcelo, investimento podia ter tornado país soberano e independente de tecnologia estrangeira para vacinas

Na coletiva em que a UFPR apresentou os estudos para criar a própria vacina contra a Covid, nesta segunda (26), o reitor Ricardo Marcelo Fonseca deu um duro recado aos bolsonaristas, que desafiam as universidades e se recusam a crer na ciência.

O reitor, na fala de encerramento, disse que as universidades públicas brasileiras hoje são importantes por vários motivos: pela formação dos alunos; por serem um veículo da civilidade; pela importância que têm para a economia. Mas destacou dois papéis principais.

“A soberania é viabilizada pela universidade”, disse. “Se tivéssemos tido investimento consistente ao longo da última década em ciência e tecnologia no Brasil quem sabe nesse momento não fossemos dependentes de tecnologia estrangeira”, falou, em referência às vacinas.

Mas segundo ele, na atual conjuntura, é preciso destacar acima de tudo a universidade como “promotora da vida”. “A ciência é que tem dado condições pra saúde e às vezes até mesmo para a sobrevivência. Os que militam contra a ciência nesse momento são os militantes da morte”, afirmou.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

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