Delator diz que entregou R$ 100 mil em propina nas mãos de chefe da Casa Civil de Ratinho | Jornal Plural
15 fev 2019 - 0h00

Delator diz que entregou R$ 100 mil em propina nas mãos de chefe da Casa Civil de Ratinho

Em sua colaboração premiada da Operação Integração, o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) Nelson Leal Júnior disse que entregou R$…

Em sua colaboração premiada da Operação Integração, o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) Nelson Leal Júnior disse que entregou R$ 100 mil em dinheiro vivo para o chefe da Casa Civil do governo Ratinho, Guto Silva (PSD). O pagamento foi destinado para a campanha eleitoral dele, então candidato a deputado estadual.

Na delação, Leal afirmou que o ex-presidente da concessionária Econorte, Hélio Ogama, teria recebido um pedido do então secretário de Infraestrutura e Logística do estado, Pepe Richa, para que fornecesse o dinheiro em espécie para a campanha. Ogama já confirmou que houve o pagamento, durante depoimento à Justiça Federal em janeiro.

“Helio Ogama procurou o colaborador em sua sala e entregou ao mesmo o valor de R$ 100 mil; que, em seguida, no mesmo dia, Guto Silva foi até o DER e, na sala do colaborador, recebeu das mãos deste o valor de R$ 100 mil solicitado por José Richa Filho à Econorte”, afirmou Leal.

Em 2014, Guto Silva foi eleito deputado pelo PSC com 45.313 votos. O parlamentar declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 255.920,00 em bens. Na eleição seguinte, ele fez 66.412 votos e declarou quase o dobro em patrimônio, o valor total era de R$ 504.387,91. Em janeiro desse ano, se licenciou do cargo de parlamentar para assumir a chefia da Casa Civil.

Lembrando que essa é a segunda vez em uma semana que Guto Silva é citado nominalmente em polêmicas. No último dia 13, ele foi apontado pelo deputado Luiz Carlos Martins (PP) como um dos deputados “gulosos” da Assembleia Legislativa. Além de comandar a Casa Civil, Guto também é um grande aliado do governador Ratinho Júnior (PSD).

O parlamentar licenciado se manifestou sobre a sua citação e classificou a delação como mentirosa e caluniosa. Segundo ele, não há nenhuma prova de que tenha recebido o dinheiro e diz confiar no trabalho da justiça para que a situação possa ser esclarecida.

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