Cartas inéditas revelam o dia a dia de tédio, fé e medo de presos da Lava Jato | Jornal Plural
13 jan 2019 - 0h00

Cartas inéditas revelam o dia a dia de tédio, fé e medo de presos da Lava Jato

Dois relatos obtidos com exclusividade pelo Plural, mostram os presos do Complexo Médico Penal de Pinhais dependentes de Rivotril para dormir, entediados e com sentimento de injustiça.

A pior parte do dia para os presos da galeria número 6 do Complexo Médico Penal de Pinhais começa às 18 horas. É o momento em que as portas das celas se fecham e cada dupla precisa se recolher ao tédio de seu próprio cubículo. Dali até o momento em que as grades se abrem novamente, liberando o acesso ao corredor, serão 14 horas e meia de tédio e insônia.

A galeria acolhe alguns dos presidiários mais famosos do país. É lá que estão os presos da Lava Jato – com celebridades com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-senador Gim Argello e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Gente que se acostumou ao ritual de tomar Rivotril para dormir em uma cama de concreto, diante de uma tevê que só pega canais abertos.

Não que antes do pôr-do-sol a vida seja uma festa no CMP. Mas pelo menos há o que fazer. Depois de tomar o café da manhã, os lavajatos saem de seu confinamento e podem passar quase dez horas naquilo que hoje é a melhor parte de seu dia: o convívio com outros criminosos, a limpeza quase obsessiva do piso e a divisão de alguma guloseima que tenha sido levada pela família e aprovada pelo controle rigoroso do presídio.

Leia as cartas:
Insônia, pressão alta e sentimento de injustiça
O Complexo Médico Penal por dentro

A rotina é revelada em duas cartas anônimas de presidiários obtidas com exclusividade pelo Plural. É a primeira vez, em três anos e meio de confinamento dos criminosos de colarinho branco em Pinhais, que documentos dessa natureza vazam para fora da unidade.

As cartas podem ser acessadas abaixo e nos links. Sua reprodução em fotos não foi feita para que a caligrafia não seja reconhecida, pois isso poderia acarretar retaliações aos presos.

Rotina começa às 6h30

A penitenciária começou a receber presos da operação coordenada por uma força-tarefa local em julho de 2015, depois do esgotamento das celas da Superintendência da Polícia Federal (PF) no Paraná. Por lá também já passaram José Dirceu, André Vargas e dezenas de outros presos. Hoje são mais ou menos duas dezenas de lavajatos presos.

O autor da Carta nº 1 é quem descreve a rotina mais minuciosamente. “Acordamos 6h30 com a entrega do café com pão”, diz ele. Durante mais duas horas os presos permanecem na cela. Depois, começa a segunda parte do dia, em que a ordem é achar o que fazer para não enlouquecer.

Rezamos muito, inclusive os ateus e agnósticos, na tentativa de compreender o que está acontecendo

Preso autor da Carta nº 1

“Temos que (…) andar, correr, fazer musculação pelo menos três vezes por semana, utilizando a criatividade para criar aparelhos e pesos, como, por exemplo, garrafas d’água”, diz o preso. Entre os entretenimentos listados por ele estão jogar xadrez, dominó e tocar violão.

A quantidade de tempo livre também leva a uma obsessão pela limpeza. Os presos fazem questão que as celas e a área comum da galeria fiquem brilhando. Cada um cuida de sua cela, todos cuidam do corredor.

“Talvez o reflexo mais visível [da chegada de presos mais instruídos] tenha sido a higiene da galeria”, diz o autor da Carta nº 2. “Os próprios presos mais ‘graduados’ se organizam em grupos para fazer a limpeza periódica das celas dos presos que não tinham este cuidado. Notório foi que, paralelamente, o ‘cheiro’ da galeria mudou. O ambiente de limpeza é patente”, afirma.

Os presos também oram muito – mesmo os que não têm religião. “Rezamos muito, inclusive os ateus e agnósticos, na tentativa de compreender o que está acontecendo, a lentidão da Justiça e talvez como um destino influenciado pelo Divino para compensar supostos pecados do passado ou até mesmo proteger de outros acidentes que ocorreriam se não estivéssemos presos”, diz o autor da Carta nº 1.

CMP, antigo manicômio judiciário, recebe presos da Lava Jato desde 2015.

Noites de tédio e Rivotril

Durante o dia a maioria trabalha no cotidiano da cadeia (limpeza, distribuição da alimentação, lavanderia ou biblioteca) ou usa o tempo livre no corredor e no pátio de sol para fazer exercícios, receber os advogados e debater os processos e os ritmos do Brasil.

Em 2018, os presos improvisaram ainda uma sala de aulas onde ministraram cursos de língua portuguesa, redação, física e matemática aos internos da 5ª galeria que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Se houver insônia, Rivotril. Se tiver pressão alta, Diovan. Sintomas que são comuns a todos

Preso autor da Carta nº 1

À noite, porém, o tédio se instala. Os presos leem (o autor da Carta nº1 diz ter lido mais de 100 livros na cadeia), fazem palavras cruzadas e Sudoku e assistem à programação da tevê. Fora isso, pensam. “A mente das pessoas não se prende, não está e não estará jamais aprisionada”, diz o autor da Carta n.º 2.

Os presos dizem ainda que a maior parte dos colegas de galeria sofrem dos mesmos dois problemas – tratados à base de remédios. “Se houver insônia, Rivotril. Se tiver pressão alta, Diovan. Sintomas que são comuns a todos”, afirma.

Nas cartas, também fica evidente um certo grau de medo pelo que possa acontecer dentro da penitenciária. A galeria 6 é segura, mas não se pode dizer o mesmo do CMP como um todo – é para lá que vão presos, mesmo perigosos, em tratamento de saúde e pacientes em surto. Apenas em 2018, pelo menos sete presos morreram assassinados ou foram encontrados enforcados em suas celas.

Sentimento de injustiça e crítica à força tarefa

O preso da Carta nº 1 diz que é comum o sentimento de injustiça entre os lavajatos. “Os pacientes relativos aos crimes sexuais se acham merecedores da pena”, diz ele. Já entre “os Lava Jatos, há um sentimento de todos de injustiça nas aplicações das penalidades”.

A carta ainda reserva palavras nada simpáticas aos procuradores da força-tarefa. “Não devemos acreditar na generosidade e na compreensão e nem na retórica dos promotores de Justiça. Um bando de jovens que não conhecem a vida e nem as relações comerciais mundiais e visam a vaidade do poder como principal motivos de suas acusações.”

O preso também faz queixas contra alguns profissionais do CMP, como “guardas que se sentem poderosos diante dos presos humilhando-os sempre que podem, imposição de disciplinas desnecessárias, embaraço de nossas visitas com atitudes mandatórias e decisões discricionárias sobre as comidas que podem trazer”.

Um bando de jovens que não conhecem a vida e nem as relações comerciais mundiais e visam a vaidade do poder como principal motivos de suas acusações

Preso autor da Carta nº 1

Já o preso que escreve a Carta nº 2 faz vários elogios ao CMP, principalmente por dar um tratamento melhor aos presos do que outras penitenciárias.

“É de se louvar no CMP a existência de uma escola de artes. (…) Pude testemunhar as consequências positivas que são geradas com a reflexão pessoal de cada um, uma nova compreensão da vida, de outro olhar. Ao que nos consta, esta iniciativa parece não estar aplicada em outras unidades. É, seguramente, o melhor exemplo humanista que o Complexo Médico Penal pode dar para o sistema como um todo. Que seja incentivado”, afirma.

Carta 1

Percepções internas dos presos em relação à prisão no CMP – 6ª Galeria

Para falarmos sobre isso há necessidade de caracterizar as razões da prisão de cada grupo de pacientes da 6ª Galeria do CMP.

Temos como base os tipos abaixo:

– Condenados por tráfico;

– Condenados por estelionato;

– Condenados por crimes de colarinho branco ligados ao Estado.

Esses saem em poucos meses.

– Condenados na Lava Jato;

– Condenados por crimes sexuais.

Esses últimos permanecem por anos.

A diferença é que os pacientes relativos aos crimes sexuais se acham merecedores da pena por acreditarem em suas culpas e se resignam na expectativa do cumprimento dos prazos penais. Eles se comportam de forma silenciosa e evitam o convívio com os demais presos.

Por fim, os Lava Jatos, ao qual pertenço, onde permanentemente há um sentimento de todos de injustiça nas aplicações das penalidades. Nenhum foi preso por aquilo que pode ter feito, e sim por aquilo que o Ministério Público Federal achou que foi feito. Pois as prisões foram baseadas em delações de réus confessos que se aproveitaram para acusar outros por “ouvi dizer” ou “achologia” na comparação com seus próprios comportamentos.

O segundo pensamento comum dos Lava Jatos é a dosimetria. São completamente exageradas para os crimes que lhe são imputados.

O terceiro sentimento, também unânime, é o de revolta contra a exposição a que todos são submetidos pela mídia, que nos condena por suposições levantadas pelo MPF e delatores.

O quarto sentimento é a constatação de que a sociedade como um todo não se atém à profundidade do tema em questão, não percebendo as fortes inclinações do MPF e do juiz com sentimento de vingança generalizada contra aqueles que porventura se encontram na condição de apenados, principalmente quando são expostos os bens de consumo.

Passando por cima da análise de culpabilidade ou não dos indivíduos, posso traduzir os meus sentimentos que ocorrem após o esgotamento judicial na tentativa de sair, através de advogados contratados, buscar os HCs possíveis, redução de pena, etc…

Após passar tudo isso enfrentamos definitivamente os corredores da prisão, suas grades, elementos de outras galerias, que são mais violentos, guardas que se sentem poderosos diante dos presos humilhando-os sempre que podem, imposição de disciplinas desnecessárias, embaraço de nossas visitas com atitudes mandatórias e decisões discricionárias sobre as comidas que podem trazer.

Não posso deixar de qualificar os demais guardas, psicólogos, médicos, que na maioria, por nossa sorte, dão seu máximo para fazer da penitenciária algo que venha ao encontro da recuperação dos presos.

Como um dos presos mais antigos da Lava Jato, já começo a aconselhar os mais recentes para enfrentar a possível depressão.

Temos que:

– manter a mente sã: ler muito. No meu caso, já li mais de 100 livros. Fazer Sudoku e palavras cruzadas.

– remir o máximo que puder para reduzir a pena e ocupar o tempo com o trabalho e leitura para conseguir no máximo 14 dias por mês. Além disso, dentro do possível, fazer outros cursos que forem disponibilizados pelo CMP.

– manter o físico são: andar, correr, fazer musculação pelo menos três vezes por semana, utilizando a criatividade para criar aparelhos e pesos, como, por exemplo, garrafas d’água.

– entretenimento – jogar xadrez, dominó e tocar violão.

Com a rotina assim estabelecida, enfrentamos estoicamente nosso destino. Rezamos muito, inclusive os ateus e agnósticos, na tentativa de compreender o que está acontecendo, a lentidão da Justiça e talvez como um destino influenciado pelo Divino para compensar supostos pecados do passado ou até mesmo proteger de outros acidentes que ocorreriam se não estivéssemos presos.

Por fim, se houver insônia, Rivotril. Se tiver pressão alta, Diovan. Sintomas que são comuns a todos.

Acordamos 6h30 com a entrega do café com pão. Abrem-se as portas por volta das 8h30 e elas fecham às 18h, após servirem o jantar.

A noite, que é longa, usa-se para ler ou para assistir TV aberta.

Há de se ressalvar a solidariedade entre todos. Todos se preocupam em ajudar a todos, indiscriminadamente, o que inclui os criminosos sexuais ou mesmo assassinos (poucos em nossa galeria).

Há uma grande oferta de remédios aos que precisam, assim como ingredientes recebidos nas visitas que são permitidos como chocolate, leite, açúcar, café e bolacha.

Posso afirmar para terminar que sairemos daqui com as seguintes lições:

– Podemos viver muito bem somente com nossos familiares, os reais amigos e com pequenos confortos;

– Podemos fazer muito mais pelo próximo como fizemos aqui dentro, dando aulas, amor e compreensão;

– Que não devemos acreditar jamais sem termos analisado profundamente o que é dito pela mídia;

– Que não devemos acreditar na generosidade e na compreensão e nem na retórica dos promotores de Justiça. Um bando de jovens que não conhecem a vida e nem as relações comerciais mundiais e visam a vaidade do poder como principal motivos de suas acusações. Não estou me referindo aos casos comprovados de crime de corrupção e de réus confessos. Mesmo afirmando que os critérios usados nas delações foram ilegais, na maioria;

– Devemos saber que a maioria dos juízes não sabe o que é estar preso e nem tem interesse em conhecer o sistema penitenciário;

Finalmente tem que se fazer uma análise melhor dos presídios para responder as perguntas: por que se é preso? Onde se quer chegar? Quais são as estratégias? Como acompanhar o cumprimento das estratégias de ressocialização, se for esse o interesse.

O sistema atual é totalmente incompetente para a recuperação de presos.

Os presos da Lava Jato sairão exatamente como entraram, com gostinho de terem perdido tempo útil de sua vida.

Os demais presos farão novas amizades e buscarão aconchego e esperança nas lideranças criminais.

Enquanto isso, teremos os delatores, réus confessos, indultados por seus acordos e gastando as sobras nas conquistas ilegais.

Nós, outros, sairemos com um tsunami de processos (TCU, AGU, Bolsa de Valores, improbidades administrativas, Receita Federal) e buscarão ressarcimento de valores inexistentes em nossas contas bancárias.

Carta 2

O Complexo Médico Penal por dentro

Um olhar de quem há três anos vive por entre os órgãos internos desta entidade que tanta influência exerce na minha vida. E vice-versa.

Não temos conhecimento do sistema penitenciário em geral, praticamente o mesmo conhecimento do público em geral que adquire informação pela TV aberta. Mas desde o início de nossa convivência aqui percebemos que o CMP é diferente.

Primeiro porque se chega aqui e se instala experimentando decepção. A recepção e as primeiras instruções não se dão diferente do que se pode esperar de um estabelecimento prisional, a atitude cordata esperada para qualquer lugar se confirma. Aos poucos se observa que, por ser uma unidade com função médica de atender presos também de outras unidades, temos a sensação de que, com os profissionais e procedimentos aderentes à área de saúde, há um cuidado mais humano.

É na vivência na galeria em que somos alojados que se experimenta a maior diferença. Os presos da Lava Jato foram alocados na 6ª galeria, uma ala já originalmente mais separada no presídio por policiais custodiados, guardas e militares, e ainda condenados por crimes sexuais que normalmente requerem um cuidado maior de segurança em relação à população carcerária em geral.

Ao longo do tempo, com o aumento no número de presos de crimes financeiros, com outras operações além da Lava Jato, a população da 6ª galeria foi mudando de perfil. A involuntária elevação do nível de educação obviamente acarretou uma nova forma de convivência, mesmo com os presos que cumprem medidas de segurança, muitos com algum distúrbio mental qualquer.

Talvez o reflexo mais visível tenha sido a higiene da galeria. Os próprios presos mais “graduados” se organizam em grupos para fazer a limpeza periódica das celas dos presos que não tinham este cuidado. Notório foi que, paralelamente, o “cheiro” da galeria mudou. O ambiente de limpeza é patente.

Também a interlocução com a administração pode experimentar um relacionamento mais elevado e reivindicações puderam ser submetidas, algumas aceitas, outras não. Nunca se tratou de privilégios, mas de aspectos que são abarcados pela legislação.

Há de se considerar que a relação com os agentes penitenciários é humana e profissional. Eles fazem o seu trabalho e procuram entender as necessidades específicas de cada custodiado dentro do possível. Não se apresentam reclamações neste sentido.

O resultado de tudo isso é que a 6ª galeria é uma ala sem problemas importantes, a sua população tem bom comportamento, tem urbanidade na convivência e as diferenças que podem ocorrer em qualquer grupo são resolvidas com civilidade.

Não há consumo de drogas na 6ª galeria, nunca houve agressão física e ocorrências pontuais sempre foram sem gravidade. Há uma ambiência de cooperação entre os presos e as pessoas procuram voluntariamente ajudar umas às outras, seja com utensílios materiais ou com o compartilhamento de conhecimento. Parece que todos nós aprendemos a viver com menos e com um pouco mais de altruísmo. Pelo menos há aspectos aproveitáveis da experiência para a vida de cada um.

Este escrito procura ter uma abordagem positiva dentre as coisas que se encontram num ambiente penitenciário. Temos a nossa especificidade na custódia, mas também há a nossa parcela para construir o que melhor for possível. Se o homem é produto do meio, também é verdade que o meio é produto dos homens que o constituem.

Por óbvio, nem tudo são flores, muito ao contrário. Não temos contato com as outras galerias do CMP, mas sabemos que a sua realidade é mais próxima da média do sistema penitenciário nacional. Não é incomum termos notícias de ocorrências de agressões e até mortes, de uso de entorpecentes, celulares, tentativas de fuga e a presença do crime organizado. Este aspecto nos traz alguma insegurança e sabemos do cuidado adicional que a direção procura ter conosco em relação a estas circunstâncias.

E, também, por ser o CMP uma unidade do sistema, compartilha de muitas das suas discriminações. Quando vamos tomando conhecimento da legislação que reje esta relação Estado-custodiado, nos damos conta que a lei maximiza o que é permitido ao preso desde que não interfira na privação da liberdade, que é a sua punição. Estou a generalizar um pouco para desenvolver o raciocínio, mas não estou longe da verdade e estou a falar dos direitos do preso.

Quando se entra no sistema penitenciário, tudo lhe é proibido. Há uma cascata de regrinhas adicionais, que não têm aparo na legislação. O CMP também sofre desse inconsciente coletivo de tudo restringir e seus agentes nem sabem o porquê. Chega a ser autoritário e abusivo. Falo, além dos deveres, dos direitos do preso, que estão especificados na Lei de Execução Penal. Desde a leitura do periódico que vende na banca da esquina, de um estudo por correspondência, até o contato pessoal com o seu advogado.

É a outra face da moeda. Como ela é indivisível temos que conviver com os dois lados.

A mente das pessoas não se prende, não está e não estará jamais aprisionada. É importante afastar o hábito da ociosidade e desenvolver aptidão para atividades profissionais e culturais. É, de fato, incompreensível que a administração penitenciária se coloque, por vezes, contra a permissão para as atividades ocupacionais que não ferem a privação da liberdade.

Nesse sentido é de se louvar no CMP a existência de uma escola de artes. Nela os alunos têm a sua saúde ocupacional e a sua autoestima elevadas na aprendizagem e no exercício de diversas atividades. Pude testemunhar as consequências positivas que são geradas com a reflexão pessoal de cada um, uma nova compreensão da vida, de outro olhar.

Ao que nos consta, esta iniciativa parece não estar aplicada em outras unidades. É, seguramente, o melhor exemplo humanista que o Complexo Médico Penal pode dar para o sistema como um todo. Que seja incentivado.

Jan/2019

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