Aliado de Ratinho é condenado por usar verba pública para autopromoção | Plural
28 abr 2020 - 19h53

Aliado de Ratinho é condenado por usar verba pública para autopromoção

Ex-deputado Alexandre Guimarães (PSD) teve os direitos políticos suspensos por oito anos e terá que devolver R$ 66 mil aos cofres públicos. Parlamentar deve recorrer da decisão

O ex-deputado estadual Alexandre Guimarães (PSD) foi condenado por improbidade administrativa pelo uso indevido de dinheiro público para fazer propaganda pessoal. Aliado e do mesmo partido do governador Ratinho Júnior, o ex-parlamentar era sub-chefe da Casa Civil do governo até agosto do ano passado.

Guimarães já disse que vai recorrer no processo. De acordo com o Ministério Público do Paraná (MP-PR), ele gastou a verba irregular enquanto era deputado (2015-2018). Com a decisão, teve os seus direitos políticos suspensos pelos próximos oito anos e, também está proibido de fazer contratações com o poder público por dez anos.

O político terá que devolver aos cofres públicos, com correção, os R$ 66,2 mil gastos de maneira irregular. Os recursos para a propaganda vieram da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Segundo o MP-PR, o ex-parlamentar gastou dinheiro público em anúncios, boletins, outdoors, inserções em rádios locais, eventos com equipamentos de som, tudo dentro do seu reduto político em Campo Largo. A autopromoção serviria como ajuda para a reeleição do parlamentar em 2018.

A decisão foi comunicada nesta segunda-feira (27), ao Ministério Público, que denunciou o caso. O juiz substituto Thiago Flôres Carvalho, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Curitiba, disse que o réu “enalteceu-se ilicitamente à custo da administração”. Segundo ele, se as campanhas publicitárias de idolatria tivessem sido financiadas com verba particular, não haveria qualquer ilegalidade.

O que diz o deputado

Em nota enviada ao Plural, Alexandre Guimarães disse que todos os gastos com publicidade foram feitos seguindo o regimento interno da Assembleia Legislativa. Ele destaca que as suas finanças passaram pela Comissão de Tomada de Contas e foram aprovadas no plenário. O ex-deputado disse que vai recorrer da decisão assim que for intimado e tiver ciência do seu conteúdo.

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