16 fev 2022 - 8h30

Museu Paranaense faz da arte uma forma de entender o passado

Entrevistamos Gabriela Bettega, atual diretora da instituição, que fez o museu fugir do óbvio nos últimos anos e mostrou como existem formas criativas de lidar com um acervo histórico

Com mais de 800 mil itens sob sua responsabilidade e dono de duas das seis coleções arqueológicas tombadas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o MuPA repensou a maneira de trabalhar seu acervo, tentando fugir dos vícios e desconstruindo narrativas tradicionais. Faz parte de “colocar o museu no século XXI”, como disse a diretora, Gabriela Bettega.

Essa mudança hoje se vê na forma com que o MuPA se comunica com seu público, dentro e fora de seu espaço físico. Além da nova identidade visual, o mobiliário expositivo, as cenografias imersivas e a presença de curadores e artistas de arte contemporânea agora fazem parte do cotidiano do museu histórico. Na verdade, o universo das artes visuais foi muito importante nessa transformação, já que é dele que vem a experiência da atual gestão. A estratégia, como contou Bettega, é utilizar a arte e seus instrumentos como uma ponte entre o acervo do MuPA e o público.

Conversamos com a atual diretora do Museu Paranaense para entender como foi e tem sido esse período de mudanças, e como a arte pode ser um veículo que facilita o trabalho de lidar com uma história tão cheia de capítulos.

História, arqueologia e antropologia e arte trabalhando juntos. Entrevista com Gabriela Bettega, diretora do Museu Paranaense.

Gabriela Bettega, diretora do Museu Paranaense. Foto: Kraw Penas/SEEC

Gostaríamos de entender melhor o contexto atual do Museu Paranaense, tendo em vista que o foco da nossa coluna é falar de arte contemporânea. E isso tem, cada vez mais, se ligado ao trabalho que o Museu [Paranaense] vêm desenvolvendo, desde uns anos recentes, quando houve a troca de direção e vocês assumiram. Como vocês veem a relevância do [Museu] Paranaense entre os outros museus do Brasil?

Gabriela Bettega: Trabalhar com esse museu é bastante complicado. A gente entra aqui sem conhecimento, depois vai começando a entender o que é toda essa máquina. Até os próprios curitibanos entendem pouco o que é o Museu Paranaense. A gente está tentando agora catapultar este museu na realidade, na cidade, jogar ele um pouco mais próximo às pessoas, aos curitibanos, aos paranaenses, e até a cena brasileira. Porque não é possível que um museu com mais de 800 mil itens no seu acervo, e que abre as portas em 1876, não seja muito relevante e não tenha muito o que contar.

Mais ainda, um Museu que sempre teve e tem no seu cerne a pesquisa científica. O Museu Paranaense tem isso em seu DNA e hoje ele é composto por três departamentos de pesquisa: história, antropologia e arqueologia. Mas na sua história já tiveram outros, como geologia e botânica. O Museu [Paranaense] sempre esteve muito à frente do seu tempo.

E é a partir da sua própria história que a gente consegue entender como um museu de 145 anos pode ser relevante na atualidade, como ele pode trazer muito para a pauta contemporânea. E eu acho que isso já mostra a importância dele no Brasil, […] no que ele pode trazer de diversidade de itens em seu acervo, e todas as temáticas que ele pode buscar, ou que ele pode fomentar.

E não ao acaso, a gente tem buscado trazer para dentro do Museu [Paranaense] essa questão da arte contemporânea em todas as suas expressões, não só artes visuais. Porque para nós,  diferentemente de um museu artístico, já que o Museu Paranaense não é um museu de arte, a arte contemporânea serve como um instrumento para dialogar com as disciplinas científicas. E isso para conseguir com que as disciplinas científicas não sejam mais aquela coisa fechada do mundo acadêmico, mas que elas transbordem, que elas possam encontrar as pessoas. Que elas possam junto com a arte criar temáticas muito inusitadas. E é por isso que a gente tem trazido tanta arte para cá, sempre buscando diálogo com o Museu, com as disciplinas científicas do Museu, justamente para fazer essas fricções.

Eu percebo que uma das formas que isso aparece no trabalho de vocês é literalmente na maneira de mostrar o acervo do Museu [Paranaense]. Ali, às vezes a curadoria desempenha um papel interessante, ou às vezes, o mobiliário expositivo tem algo que ajuda a contar essa história.

Junto com essa, vamos chamar metodologia, de trazer a arte como instrumento para criar novas temáticas ligado aos departamentos de pesquisa, tem a questão da participação ativa, dos agentes retratados nas exposições. É sempre uma curadoria mista, nós buscamos essa contaminação, a gente pode dizer uma fruição sinestésica grande nas exposições, sem usar muito aquela questão de parque de diversões e tecnologia, sabe? São um pouquinho diferentes os mecanismos que a gente vem buscando.

Exposição Ephemera/Perpétua, atualmente aberta para visitação no MuPA. Foto: divulgação.

Ficamos interessados em saber qual é a experiência passada de vocês, de trabalhar dentro de uma instituição cultural. Como foi esse diálogo das experiências de vocês, em expografia e cenografia, com a atuação de agora? E como esse trabalho todo, e esses conhecimentos, são aplicados e influenciam nessa experiência na direção do MUPA?

A experiência passada talvez seja o que motivou o convite de assumir a direção do Museu Paranaense. Como vocês bem sabem, as direções dos museus de administração direta do Estado, como no caso do Museu Paranaense, do Museu da Imagem e do Som, do Museu de Arte Contemporânea, do Alfredo Andersen, são, não sempre, mas normalmente cargos comissionados, ou seja, elas [direções dos museus] duram o período da gestão política.

Quando a superintendente da cultura quando assumiu, eu percebi que ela tinha um atenção em designar pessoas técnicas para essas chefias. Acho que ela pensou na realidade de cada museu e viu a expertise e o background de cada um. E no Museu Paranaense, essa coisa tão complexa, tão multidisciplinar que ele é, o convite foi uma surpresa pra mim.

Sou arquiteta, me formei aqui pela Católica (PUC-PR), depois eu morei um tempo no Rio [de Janeiro] trabalhando com arquitetura, depois eu fui para a Itália, onde acabei morando por 15 anos, e lá eu cursei cenografia. Assim que terminei o curso, comecei a trabalhar junto com o Richard Romanini, que também está aqui como Diretor Artístico [do Museu Paranaense]. A gente já tinha começado a trabalhar depois que se formou na Academia em Milão, com exposições, com artistas, então já estava meio que dentro desse mundo da arte. Também um pouquinho dentro de teatros, por que era o curso, bem específico, mas depois já voltou para essa questão mais da expografia.

Voltando para o Brasil, Richard veio junto, sem saber o que nosso futuro nos esperava, esses quatro anos aí que passaram não foram fáceis. Enfim, tivemos o convite de trabalhar no Museu Oscar Niemeyer. [Gabriela Bettega e Richard Romanini trabalharam nas exposições Luz≅Matéria e Ásia: a Terra, os Homens, os Deuses]. Depois disso, nós fomos chamados para reestruturar o Museu Alfredo Andersen, que depois se tornou o Museu Casa Alfredo Andersen.

A partir de todos esses trabalhos, foi feito o convite para nós [para assumir a direção do Museu Paranaense]. Se percebia que as gestões passadas do Museu Paranaense, que tem seu ponto positivo, já que cada um trabalha o espaço do jeito que é mais pertinente a sua expertise, foram mais próximas de historiadores e acadêmicos. E o Museu precisava de uma abertura, e eu acho que foi por isso o convite, foi para gente se preocupar com o espaço do Museu, entender que o Museu tem um tripé das funções mais importantes: tem a pesquisa, que como eu disse antes, está no DNA do Museu Paranaense; tem a conservação, obviamente, todos museus tem isso em sua missão; mas no fim é ser museu, que é expor, se comunicar. Eu acho que o convite foi por isso, porque o museu precisava se repensar, se abrir para sociedade, se tornar uma agente do século XXI, mesmo sendo um museu centenário.

E é isso que estamos lutando para fazer, confesso que é muito difícil, é complicado porque não tem muitos recursos, ainda mais sabendo que é um museu que tem administração direta. Então entra todo um mecanismo bem complicado de trabalhar, mas com vontade dá, eu acho que a gente tem conseguido na medida do possível, poderia fazer muito mais, tem muito trabalho a se fazer.

Registro da mesa-redonda “Plantas, cuidado e cura”, realizada como parte do Programa Pública “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas”, no Museu Paranaense. Foto: Kraw Penas / SECC.

O que você vê que mudou em matéria de objetivos e em matéria de identidade do Museu, do passado para agora? Acho que parte muito do que vocês querem e como vocês querem trabalhar, mas nem sempre são coisas palpáveis, estáticas, mas como você vê essa mudança?

O que a gente almeja hoje no Museu, que é se aproximar da comunidade, abrir o Museu para as pautas contemporâneas, é muito mais próximo de um passado mais longínquo do Museu Paranaense do que um passado próximo. Eu vi o Museu Paranaense, nos últimos 20 anos, um pouco mais fechado, não entendendo a potência do seu espaço, com os departamentos de pesquisas muito fechados no âmbito acadêmico. Mas o Museu [Paranaense] no início do século XX se comunicava com os museus de Nova York, emprestava seu acervo para o Museu de História Natural, a gente tem cartas dos diretores se comunicando. O Museu Paranaense participava de exposições internacionais. Ele era um agente importante, acho que isso liga a gente a esse passado mais longínquo.

E quando vejo o Museu Paranaense hoje, vejo uma enorme potencialidade de criar e ser um agente que pauta novas ideias, justamente porque ele tem essa capacidade de multidisciplinaridade,  ele tem história, arqueologia e antropologia, imagina tudo isso junto e ainda trazendo as reflexões da arte para trabalhar nele. Quanto potencial não pode sair daqui? Quantas novidades e entendimentos podem surgir aqui dentro. E é isso que eu almejo que as pessoas entendam, os museus como o Museu Paranaense, que são históricos e antropológicos, como lugares de relações. A gente quer chamar as pessoas aqui dentro para pensar o próprio Museu, para entender que caminhos a gente vai adotar, quais são as coisas importantes, o que a gente pode trazer do nosso passado mais longínquo que vai ajudar a entender quais caminhos a tomar.

E acho que isso se reflete em todas as ações que a gente vem propondo. Vou começar com uma que está acontecendo agora, cujo formato nós chamamos de Programa Público, que inaugurou no dia 27 de janeiro e vai até 21 de maio. Esse Programa Público é composto de inúmeras ações, tanto artísticas, educativas, culturais, entre outras, que olham para uma temática norteadora que é a relação entre humanos e plantas. Mas [a temática norteadora é] expressa por pontos de vista muito heterogêneos – por um cientista, por uma benzedeira, por agentes indígenas, por artistas. Vai acontecer, ao longo do tempo de duração do programa, a reflexão da relação entre humanos e plantas, através destes pontos de vistas muito variados. E com isso a gente está mostrando que sim, o Museu é um espaço de relações, ele fomenta as discussões, ele fomenta novas ideias (…) Mas isso para dizer que, para além dos objetos, para além do acervo material, existe uma importância gigantesca da cultura imaterial. E a gente está gerando todo esse documento através desses encontros, dessas relações, então acho que isso é um exemplo. (…) E uma coisa que aconteceu há pouco tempo, e é uma preocupação com nossas metodologias, é chamar os agentes representados para olhar e para ressignificar o acervo do museu. É muito dolorosa essa aproximação, mas também é inevitável, porque só através dela, dessa reinterpretação do acervo, é que vamos poder abrir novas histórias e caminhos. E espero que sejam mais justos e mais representativos.

Na criação do Museu há alguns agentes muito relevantes, como o próprio Romário Martins. Esse estudioso que contribuiu para o acervo, olhando com os olhos atuais, vem de um contexto de apagamento de minorias. Por exemplo, a questão envolvendo Romário Martins e a desconsideração sobre a população negra no Paraná. Como o Museu tem lidado com essas questões, de considerar que a instituição tem esse passado? Como é feito esse diálogo entre as questões atuais e a história do Museu [Paranaense]?

Essas lacunas, vamos chamar assim, do acervo, são vivas. Elas ficam ali presentes e é difícil lidar com isso. Você falou do Romário Martins, essas coisas de que em Curitiba, Paraná não existiam escravizados… não era assim, a realidade não é essa. A gente tem que se deparar com tudo isso. E costuramos isso chamando as pessoas para olhar o acervo e falar, olha não é só isso. E não estamos aqui falando de apagamentos ao que foi registrado, não vou pegar a documentação e esquecer. Muito pelo contrário. Ela vai estar junto com outras constatações, com outras histórias, ela vai servir de norte para outras pessoas conversarem. Então você chama as pessoas para tentarem entender com você o que fazer desse acervo.

Abertura da exposição Retomada da imagem, em 2021, no Museu Paranaense. Foto: Kraw Penas / SECC.

Como você sentiu o reflexo deste trabalho, além do público, a nível de instituição, a nível de Estado, ou instituições parceiras, outros museus. Enfim, você viu alguma repercussão do trabalho que tem sido feito?

Eu acredito que sim. Vejo que as pessoas estão correspondendo a esse chamado, a como a gente está mostrando, acho que foi positivo. É óbvio que quando se vai sempre a um museu como o Museu Paranaense, um Museu que estava há anos se mostrando de determinada forma, as pessoas esperam que o Museu seja a representação desse ser paranaense, dessa história. Então, é difícil entender que o Museu agora está se abrindo para mil outras coisas, e as pessoas nem sempre entendem muito bem o que a gente está fazendo aqui. Mas o objetivo é sempre estar mostrando a mesma arte com outra perspectiva. Um equilíbrio para um museu como o Museu Paranaense deve existir, ou seja, não adianta você vir aqui e falar “vou mudar tudo, vou virar tudo de ponta cabeça”. Não é essa a intenção, pelo contrário, é de valorizar essa história.

Então a gente tenta criar até no percurso expositivo um equilíbrio. E eu acho que a partir disso a maioria das respostas foram positivas. Os [outros] museus também estão entendendo qual é seu papel hoje, eles estão compreendendo que eles tem que se olhar, se autocriticar se necessário, se aproximar da comunidade.

Isso você enxerga muito mais nos museus de arte, e é difícil você ver isso em um museu com caráter mais parecido com o Museu Paranaense. Porque é mais difícil mesmo, você pode ter resistências maiores, por isso você sempre tem que tentar manter esse equilíbrio. Por isso acho que leva muito tempo e ninguém sabe o que vai acontecer no ano que vem, se vamos estar aqui. E espero que as pessoas entendam que existem mudanças, mas que levem para frente a abertura, a proximidade com a comunidade.

A gente já falou sobre a questão da expografia, da curadoria e da direção. Mas eu imagino que nesse processo de renovação tenham também sido revistas as questões do educativo, para que as pessoas tenham essa proximidade e esse outro contato com o Museu nessa nova configuração.

Foi feito realmente um trabalho bastante grande dentro do educativo. Era um educativo que não se autorreconhecia como um departamento de pesquisa, de investigação. Sendo que é talvez um dos mais importantes se você pensar que ele é o primeiro contato com o público, é através do educativo que você mais entende o seu público. Quando a gente entrou, o educativo não estava acostumado com essa práxis de se pensar e criar ações educativas específicas para cada exposição, e fazer recortes para públicos variados. Eles faziam um trabalho mais de recepcionar, de mediação, elas recebiam as escolas e além de tudo, as escolas percorriam sempre as mesmas visitas. E é enorme, o museu tem 4,700km², ou seja, é muita coisa em uma hora para crianças. A qualidade acaba ficando deficitária nessas visitas mediadas assim, correndo nos espaços, então ali também foi feito um trabalho longo. Nós contratamos um coordenador através da sociedade de amigos, porque não tinha um cargo assim dentro do Estado.

Ele foi a chave para nós que virou, deu click, no educativo. O Andrew Carlin fez um trabalho muito próximo da gestão. Todas as ideias que eu comentei, ele jogou no educativo, mostrou como elaborar um plano de ações educativas ao longo do ano, voltada para essas temáticas, olhando para essa abertura. Houve muita resistência, foi complicado, mas acho que surtiu efeitos.

Uma questão que você comentou foi sobre o que o Museu representa perante a população local. Acho que ali é o melhor lugar para você entender materialmente, documentalmente, o que é o nosso passado local. Quando vocês entraram, sentiram um tanto defasada a forma que essa história, essa identidade paranaense era mostrada? Você sentiu que existiam narrativas que precisavam ser reinventadas, mudadas de alguma forma?

Totalmente, sinto que sim. E ainda existe um espaço, a gente não conseguiu trabalhar tudo que queria. Por exemplo, hoje quando você entra no primeiro andar do anexo [do Museu Paranaense], há uma exposição que antes ocupava os dois andares do edifício e que era ocupação do território paranaense. Esta exposição traz os temas de uma forma cronológica, passando da arqueologia, para uma antropologia, trazendo indígenas, disso para os portugueses e espanhóis, e aí passava pelos imigrantes e terminava em coisas de Curitiba. Acho que tem equívocos conceituais enormes e o projeto é esse ano trabalhar ali.

A gente tem o projeto de uma curadoria compartilhada para a parte da antropologia, sairia de lá toda a outra parte dos portugueses e espanhóis. Seria retratada essa temática de uma forma diferente, não traria mais essa espécie de macro linha do tempo, com conceito evolucionista. Eu acho que é um equívoco tratar o Paraná deste modo, ele não é assim. Já a parte da imigração que a gente refez inteira, vai inaugurar em Março. É um novo olhar, traz um novo retrato do Paraná, mais aberto, mais plural.

Imagino que são várias coisas que vocês gostariam de fazer que não tem tanto espaço. Tirando os impeditivos, o que vocês gostariam de fazer enquanto instituição para trazer essa cara que vocês gostariam que tivesse?

Eu acho que o Museu Paranaense ainda precisa ser muito trabalhado na infraestrutura do edifício para mostrar o potencial que o lugar tem. O museu é formado por um bloco de três edifícios, construídos em épocas diferentes, e dois deles não nasceram para ser museu, o que dificulta demais. E isso tem reflexo na percepção e na fluidez do percurso expositivo. O espaço tem poucas áreas de estar, ou seja, para você vir para o Museu Paranaense hoje, você necessariamente tem que vir para visitar o museu ou para fruir de alguma ação específica que estamos fazendo aqui dentro. Você não vem só porque aqui tem um espaço legal, um café legal ou outro espaço em que você possa encontrar as pessoas. Então acho que ele tem que trabalhar muito nesse sentido.  É possível, se tiver tempo e recurso, transformá-lo num lugar de grande procura, de grande potencial.

Ao mesmo tempo que é preciso elevar o patamar com as ações culturais, que são o relacionamento com a comunidade, como o Museu está se mostrando e o que está propondo. Isso é o que mais estamos conseguindo fazer, com recursos que provêm de projetos de leis de incentivo, que tem a sua dificuldade e as suas exigências ali. Então são escolhas. Mas tem muito a se fazer, muito.

Para conferir a programação do Museu Paranaense e se inscrever nos eventos, fique de olho no Instagram do Museu e no site.

Este texto é de responsabilidade do autor/da autora e não reflete necessariamente a opinião do Plural.

Um comentário sobre “Museu Paranaense faz da arte uma forma de entender o passado

  1. E nenhuma parceria com as Universidades? Estas lacunas conceituais na história paranaense retratada no Museu não terão nenhuma participação dos departamentos de História e Ciências Sociais da UFPR?

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