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Fernanda Richa é denunciada por lavagem de dinheiro na Lava Jato

Escrito por Rogerio Galindo
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A ex-primeira dama Fernanda Richa, seu filho André Richa e o contador Dirceu Pupo Ferreira foram incluídos em uma denúncia contra o ex-governador Beto Richa (PSDB) por lavagem de dinheiro de propina em contratos de pedágio no Paraná. A acusação contra o tucano já tinha sido apresentada em 29 de janeiro pelo Ministério Público Federal (MPF).

A denúncia mira a compra de um terreno num condomínio de luxo em Curitiba, no final de 2012. Naquele ano, o contador Dirceu Pupo – homem de confiança do casal Richa, esteve com André Richa, em um terreno de 2 mil m² dentro de um condomínio de luxo que estava anunciado por R$ 2 milhões.

Os procuradores da Lava Jato destacaram que após negociação, o vendedor aceitou como pagamento dois lotes de terrenos que pertencem a família Richa no Alphaville, avaliados na época em aproximadamente R$ 500 mil cada. Além disso, também foram pagos por fora, R$ 930 mil de dinheiro em espécie. O montante era proveniente dos pedágios e de outros esquemas de corrupção do governo.

A denúncia relata que o imóvel foi colocado em nome da empresa Ocoporã Administradora de Bens, que estava no nome de Fernanda Richa e de seus filhos. De acordo com a força-tarefa, e-mails entre 31 de janeiro de 2011 e 03 de fevereiro do mesmo ano, demonstrariam que Beto Richa tinha a palavra final sobre qualquer atividade da Ocoporã.

Em manifestação no processo que levou a prisão de Beto, a esposa do ex-governador chamou a responsabilidade e disse textualmente que seu esposo, Carlos Alberto Richa, ‘não detinha a ‘palavra final. Segundo ela, o casal discutia em conjunto as negociações sobre compra e venda dos imóveis.

A denúncia original foi apresentada em 22 de janeiro e na ocasião, havia apenas indícios da participação da mulher do ex-governador no caso. No texto, o MPF afirma que as informações ajuntadas na denúncia caracterizam “evidente demonstração de seu envolvimento direto na aquisição imobiliária ora denunciada”.

O Ministério Público Federal destaca que para ocultar a origem do valor pago em espécie para a compra do terreno, os denunciados teriam lavrado a escritura pública de compra e venda ideologicamente falsa. Com isso, simularam uma permuta no terreno e nos lotes do Alphaville, avaliada em R$ 500 mil. O valor acabou sendo subfaturado e isso ocultou os pagamentos.

De acordo com a Procuradoria, escrituras públicas de outros terrenos adquiridos na mesma época e local, indicavam que o valor da permuta estava totalmente fora do mercado. Posteriormente, o mesmo terreno envolvido na negociação foi vendido em R$ 3.2 milhões pela família Richa.

Sobre o autor

Rogerio Galindo

Rogerio W. Galindo é jornalista e tradutor. Responsável pelo blog Caixa Zero, é um dos profissionais que criaram o Plural.jor.br

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