Uma reflexão a respeito do coronavírus | Jornal Plural
Clube Kotter
23 mar 2020 - 19h53

Uma reflexão a respeito do coronavírus

Governos e entidades relacionadas à Saúde estão tentando se antecipar à rápida transmissão do vírus

Neste momento de grandes preocupações com esta nova palavra (Covid-19), devemos lembrar que as autoridades sanitárias do nosso país estão imbuídas com o objetivo de encontrarem o melhor caminho para solucionar os problemas que certamente virão. Ainda é muito cedo para sabermos como exterminar essa infecção que tem como característica a ausência (pelo menos por enquanto) de vacinas ou medicamentos específicos e que só foi controlada com medidas extremas de isolamento dos pacientes (a exemplo do que aconteceu na China e acontece atualmente na Itália).

As informações irão variar dia a dia, conforme são divulgados novos boletins epidemiológicos e novas normativas do Ministério da Saúde e das autoridades sanitárias de cada estado e município.

A principal orientação, no momento, é a de lavar as mãos frequentemente com água e sabão, ou na impossibilidade de lavar as mãos, usar o álcool em gel; espirrar e tossir na dobra do cotovelo e ficar a uma distância considerável do seu interlocutor (um metro). Entretanto, a diferença desse frente a outros vírus com taxas de mortalidade até maiores, é a rápida transmissão. Fala-se em taxas de uma pessoa transmitindo para 2 a 5 pessoas, daí a rapidez com que aumenta o número de casos dia a dia. Além disso, a maior parte dos infectados não tem sintomas, ou tem sintomas leves, então nem sabe que está transmitindo a doença. À medida em que foram detectados casos no Brasil de transmissão comunitária, ou seja, reconhecimento da doença em pessoas que NÃO ESTIVERAM em viagem ou em contato com pessoas que viajaram, não temos como saber com exatidão, o número de acometidos em nosso país.

É importante afirmar que crianças, no geral, não estão incluídas no grupo de risco para o coronavírus. Porém, dado à gravidade de alguns casos em idosos, à rapidez de transmissão e ao fato de que muitos adultos jovens e crianças podem ser portadores assintomáticos ou pouco sintomáticos, vale o reforço: não estamos em período de férias. Não é o momento de crianças passearem no shopping, no parquinho, irem ao cinema, visitarem avós, realizarem festinhas. É o momento de todos permanecermos em casa.

O combate ao Covid-19 enfrenta desafios. Há três tipos de pessoas reagindo de formas diferentes a esta pandemia (quando uma doença ataca em várias regiões do planeta). Os sensatos, que agem com equilíbrio e normalidade ante o perigo, fazem tudo o que pedem os médicos, cumprem adequadamente o calendário de vacinação, obedecem a orientação das autoridades sanitárias, enfim, agem naturalmente. Tomam as devidas precauções, sem alardes.

Existem os que entram em pânico e pioram a situação. Compram de tudo, abastecem exageradamente a geladeira e a despensa, como se esperassem a Terceira Guerra Mundial, correm ao hospital por um simples resfriado, uma febre baixa, uma pequena tosse; querem logo fazer um exame para saber se estão com a doença. Criam, desta forma, um caos que pode levar ao colapso do sistema.

Há também os que não ligam, que não estão “nem aí”, afirmam que o coronavírus é “invenção dos chineses”, não acreditam em vacinas, acham que é exagero, não respeitam as orientações emanadas de quem estuda, pesquisa e conhece a sua profissão. Tossem e espirram nas mãos ou próximo do rosto do seu interlocutor. Espalham que a vacina faz mal, que querem matar uma boa parte da população, principalmente os velhinhos. Esses são os mais perigosos!

Devemos ficar em casa. Foram suspensas as aulas em cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outras. Ficar em casa significa ficar em casa, sem receber visitas ou fazer visitas. Não estamos em férias! Não é para abraçar ninguém, muito menos beijar! É prioridade, neste momento, manter a carteira de vacinação e a do seu filho em dia, inclusive aquelas que não têm no posto de saúde.

É muito importante, ainda, fazer a vacina da gripe que estará disponível muito em breve nos postos de saúde, pois com a chegada do inverno vão se sobrepor os casos de Covid-19 com os de outras infecções virais que são PREVENÍVEIS com a vacinação e que POSSUEM TRATAMENTO.

Os governos e as entidades relacionadas à Saúde estão tentando se antecipar à rápida transmissão do vírus, mas se a população não tiver consciência AGORA de evitar consultas eletivas (não emergenciais), transferir compromissos com aglomeração de pessoas, procurar resolver as coisas à distância, utilizar-se de home-office e, principalmente, proteger os idosos que parecem ser a população mais vulnerável, de nada adiantarão as medidas de saúde pública que estão sendo tomadas pelas autoridades, o que pode culminar com o isolamento COMPULSÓRIO como o decretado pelo governo italiano.

O atual cenário é de reflexão. Não para sairmos enlouquecidos, comprando de tudo para abastecer nossos lares. Não é para exigirmos exames do nossos médicos se não houver critérios para tal. Agindo assim, podemos gerar um cenário no qual os exames faltarão para aqueles que precisam. Se todos agirmos de forma racional, passaremos com maior tranquilidade por esta tempestade. Devemos lembrar que depois da tempestade vem a bonança.

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